Parlamentares não demoraram a reagir às primeiras informações sobre o conteúdo do vídeo de reunião ministerial citada pelo ex-ministro Sergio Moro. Exibição da gravação de reunião ministerial repercute em Brasília
A exibição da gravação da reunião do dia 22 repercutiu em Brasília.
Parlamentares não demoraram a reagir às primeiras informações sobre o conteúdo do vídeo. O líder da oposição na Câmara, deputado André Figueiredo, disse que os relatos que chegam da gravação revelam que o presidente Jair Bolsonaro pensava no interesse dos filhos.
“Se torna cada vez mais evidente que o Presidente da República toma as suas decisões, principalmente nesse episódio da substituição do diretor-geral da Polícia Federal, se norteando pela defesa do interesse dos seus filhos e não pela defesa do interesse público, pela moralidade, pela impessoalidade”, disse o deputado André Figueiredo, do PDT – CE.
O líder do Podemos, deputado Léo Moraes, disse que os relatos mostram que Bolsonaro ultrapassou os limites republicanos. “Você utilizar do poder do cargo de Presidente da República para impedir investigações de estado, direcionar inquéritos, interferir no trabalho policial ou na atuação da Justiça, seja quem for o governante, seja de direita ou de esquerda, nós condenamos esse tipo de manobra”, afirmou o deputado Léo Moraes, do Podemos – RO.
O líder do PT, senador Rogério Carvalho, disse que o presidente Bolsonaro é uma ameaça às instituições democráticas. “Se ficar comprovado que ele tentou utilizar da sua posição de presidente para interferir em investigações ou nos rumos de investigações da Polícia Federal, isso é muito grave. E é muito grave o ministro Moro não ter denunciado no tempo e na hora em que essa tentativa ocorreu”, disse o senador Rogério Carvalho, do PT – SE.
O deputado Filipe Barros, da ala do PSL que apoia o presidente, disse que Jair Bolsonaro não tem nada a temer. “O fato é que o próprio presidente Jair Bolsonaro, inclusive em coletiva para a própria imprensa, disse que por ele não há problema, não há impedimento algum em se disponibilizar essa gravação da reunião ministerial para a imprensa e para todos os brasileiros. Ou seja, ele não tem nada a Temer. Tanto é que, já disse que, por ele, o vídeo pode ser disponibilizado, obviamente na parte que se refere ao ministro Sergio Moro, para toda a população brasileira”, afirmou.
Parlamentares também vão pedir ao Supremo Tribunal Federal que levante, que acabe com o sigilo da gravação. Eles querem ainda que o STF encaminhe a gravação da reunião para o Congresso Nacional. Dizem que é papel do Legislativo fiscalizar atos do Executivo.
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