Ceturb pede que Prefeitura da Serra, ES, retire túneis de desinfecção dos terminais


Estruturas para combate à pandemia do coronavírus foram instaladas na semana passada pela Prefeitura. Anvisa diz que túneis não têm eficácia comprovada. Eficácia dos túneis de desinfecção no combate à Covid-19 vem sendo questionada por órgãos regionais e federais
Reprodução/TV Gazeta
A Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Espírito Santo (Ceturb-ES) solicitou que a Prefeitura da Serra, na Grande Vitória, retire os túneis de desinfecção dos terminais rodoviários.
A Prefeitura disse na manhã desta quinta-feira (14) que vai acatar ao pedido.
Na última quinta (7), a Prefeitura da Serra instalou seis túneis em terminais e Unidades de Pronto Atendimento da cidade. A proposta era de também criar um túnel itinerante que circulasse pelos bairros onde há maior incidência de casos de coronavírus.
Contudo, a eficácia desses túneis não foi comprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A instituição afirma não existir no mercado nenhum produto aprovado para a desinfecção de pessoas.
A Defensoria Pública do Espírito Santo iniciou uma apuração sobre possíveis irregularidades com a procedência dos equipamentos e a capacidade deles de auxiliarem o combate ao coronavírus.
Por essas questões, a Certub enviou um ofício para a Prefeitura da Serra pedindo a desativação e a retirada dos equipamentos dos terminais de Carapina, Laranjeiras e Jacaraípe.
A companhia informou que, apesar da Prefeitura ter seus próprios protocolos sanitários, ela está seguindo a orientação da Vigilância Sanitária.
A Prefeitura disse que vai retirar os equipamentos dos terminais, já que os espaços são de propriedade e responsabilidade do Governo do Estado. Porém, as estruturas montadas nas três UPAs do município continuarão em funcionamento.
Desde o dia 7 de maio, a Prefeitura da Serra passou a instalar seis túneis em terminais e Unidades de Pronto Atendimento
Em nota, a Prefeitura da Serra reiterou que o produto usado nos túneis não faz mal à saúde. Segundo o município, na concentração em que é pulverizado e de acordo com o tempo de exposição, o dióxido de cloro (CLO2), estabilizado em solução aquosa a 7%, não oferece risco à população.
A Prefeitura destacou ainda que no parecer técnico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) anexado ao ofício da Ceturb não cita o dióxido de cloro (CLO2), estabilizado em solução aquosa a 7%, entre as substâncias que prejudicam a saúde e não têm eficácia.
Antes de adquirir o produto, a Prefeitura disse que checou todos os laudos fornecidos pelos laboratórios certificados que avaliaram e liberaram em diversos testes, inclusive os de toxicidade e eficácia.
De acordo com a Prefeitura, esses laudos foram emitidos pelo laboratório Bioagri Company e pelo laboratório alemão Labor Enders.
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By Negócio em Alta