A Corregedoria da Polícia Federal no Rio de Janeiro está conduzindo um processo administrativo disciplinar sumário contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas não justificadas ao serviço, o que pode resultar em abandono de cargo na instituição.
O processo foi iniciado na última terça-feira (27) e pode culminar na demissão do funcionário público. Uma comissão foi formada para investigar o caso.
Ao contrário de outro processo administrativo iniciado em setembro do ano passado, este novo procedimento, por possuir ritual sumário, deverá ser concluído em um prazo mais curto.
Segundo a portaria da Corregedoria da PF no Rio de Janeiro, a investigação tem o objetivo de averiguar a responsabilidade de Eduardo Bolsonaro por, supostamente, ter se ausentado de maneira intencional e sem justificativa por mais de 30 dias seguidos após a perda do mandato parlamentar, que ocorreu em 18 de dezembro de 2025.
Após o término do mandato na Câmara dos Deputados, a Polícia Federal determinou o retorno de Eduardo Bolsonaro à função de escrivão, cargo do qual estava afastado para exercer o mandato eletivo. Contudo, o retorno não aconteceu, o que pode configurar abandono de cargo, conforme estipulado pela legislação aplicável aos servidores públicos.
Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Ele deixou o Brasil alegando estar sendo alvo de perseguição por parte do Judiciário.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também é réu por coação no curso do processo, devido à sua atuação nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
Nesta sexta-feira (30), Eduardo compartilhou uma foto com o irmão em uma visita ao Bahrein, na região do Oriente Médio.
“Foi ótimo encontrar Sheik Salman bin Hamad Al Khalifa, Príncipe Herdeiro e Primeiro-Ministro do Reino do Bahrein, junto com o senador Flávio Bolsonaro”, disse o ex-deputado.
Receba notícias do portal ECO NEWS no WhatsApp
Curioso para saber mais? Siga o ECO NEWS no Instagram
