Tubarões adultos são vistos na beira de praia em Noronha devido à ausência de banhistas e surfistas na pandemia; veja vídeo


Por conta do coronavírus, Noronha suspendeu o turismo desde março e proibiu banho de mar e surfe. Com isso, animais cresceram e estão próximos à areia, segundo pesquisador. Tubarões adultos são vistos na beira de praia em Fernando de Noronha
Observar filhotes de tubarões na beira de praias em Fernando de Noronha era um dos atrativos da ilha. Devido à pandemia do novo coronavírus, Noronha foi fechada para o turismo em março, e o banho de mar e o surfe foram proibidos. Com isso, tubarões com mais de um metro de comprimento apareceram ainda mais perto da areia, como registrado pelo G1, nesta quarta-feira (13), no Porto de Santo Antônio (veja vídeo acima).
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De acordo com Léo Veras, que é pesquisador de tubarões, os animais adultos não eram vistos com tanta facilidade porque o movimento nas praias afastava os tubarões da espécie limão, que são os mais comuns na ilha.
Tubarão adulto é visto na beira da praia do Porto de Santo Antônio, em Fernando de Noronha
Ana Clara Marinho/TV Globo
“Quando crescem, os tubarões ficam tímidos, não gostam de interagir com os seres humanos, principalmente os animais da espécie limão. Quando as pessoas entravam no mar, esses tubarões se afastavam”, explicou Veras.
Ainda segundo o especialista, a presença dos animais adultos na beira da praia é o reflexo da quarentena imposta para evitar o avanço da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.
“Com a quarentena, os animais estão tomando domínio da região costeira. A parte marinha de Noronha está se aproximando do perfil natural, selvagem”, afirmou Léo Veras.
Ele recomendou cuidado quando as praias da ilha forem reabertas. “As pessoas precisam ser mais cautelosas quando houver a reabertura. Agora os tubarões reconhecem a região como pleno domínio deles. Será preciso uma transição. As pessoas não devem tomar banho no meio dos tubarões”, contou.
Léo Veras disse também que esse á uma situação nova. “A gente nunca viveu essa situação, vamos descobrir na prática. Precisamos usar o bom senso. Eu conheci Noronha em 1984, e a situação atual não chega nem perto daquela época. Eu acho bom, isso é o que a gente quer, a ilha natural, nós precisamos nos adaptar”, declarou.
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By Negócio em Alta