Diretor-presidente da entidade anunciou nesta quinta-feira (14) que deixará o cargo em agosto, um ano antes do final de seu mandato. Roberto Azevêdo deixa OMC e fala sobre Trump: ‘Não tem influência na minha decisão’
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou como negativa para o comércio exterior a saída do brasileiro Roberto Azevêdo do comando da Organização Comercial (OMC). Diretor-presidente da organização desde 2013, o diplomata anunciou nesta quinta-feira (14) que vai deixar o cargo em 31 de agosto, um ano antes do final de seu mandato.
Pressão dos EUA contra comércio global pode ter levado brasileiro a deixar direção da OMC
“Em um cenário de recessão mundial causada pela pandemia de Covid-19, o anúncio da saída do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, antes do fim de seu mandato é uma notícia negativa para o comércio exterior, que precisa ser fortalecido neste momento”, diz a CNI em nota.
Segundo a entidade, a saída antecipada “é um resultado negativo do aumento do protecionismo no mundo e do unilateralismo”.
O secretário de relações exteriores do Ministério da Agricultura, Orlando Ribeiro, também se manifestou sobre a notícia. Ribeiro apontou que a gestão de Azevêdo na OMC foi importante nas negociações que levaram à proibição dos subsídios à exportação de produtos agrícolas, que, segundo ele, distorciam o comércio internacional e prejudicavam as exportações brasileiras.
Ainda de acordo com Ribeiro, Azevêdo deu uma valiosa contribuição nos anos em que esteve à frente da Organização, mas passou a enfrentar dificuldades crescentes para aprofundar a agenda de liberalização do comércio internacional pela postura refratária de alguns países-membros.
“É uma pena que tenha resolvido antecipar a saída”, afirmou.
Sem categoria
