Profissionais de saúde iniciam coleta de amostras de moradores para mapear coronavírus em Ribeirão Preto


Levantamento começou nesta sexta-feira (1) e vai até domingo (3). Objetivo é analisar circulação do vírus em todas as regiões da cidade e nortear ações de saúde e econômicas. Os profissionais de saúde iniciaram nesta sexta-feira (1) a coleta das amostras para o mapeamento da circulação do novo coronavírus nas diferentes regiões de Ribeirão Preto (SP). A visita às residências começou pelos bairros Vila Albertina e Ipiranga e irá percorrer 728 casas em todo o município até domingo (3). Os resultados devem sair em uma semana e os voluntários terão acesso via aplicativo.
O levantamento foi anunciado na última quarta-feira (29) e montará um “inquérito epidemiológico” da Covid-19 para ter um panorama real do vírus na cidade. O método da pesquisa foi desenvolvido por profissionais de estatística do setor de Medicina Social da USP de Ribeirão Preto e a margem de erro é de 3%. O estudo é comandado pela Faculdade de Medicina (FMRP) e tem a parceira do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e da Secretaria Municipal de Saúde.
“Até o momento, não temos elementos para saber quantas pessoas estão e quantas pessoas estiveram infectadas pelo vírus da Covid-19. Esse é um elemento crucial para o planejamento não só da assistência da saúde, mas também da possibilidade da reabertura econômica. Essa estimativa vai nos guiar nas próximas ações de enfrentamento da pandemia”, explica o professor da FMRP, Fernando Bellissimo.
Profissionais da saúde começaram a coletar amostras para testes do novo coronavírus em Ribeirão Preto (SP)
Valdinei Malaguti/EPTV
Em cada casa escolhida para a visita, uma pessoa da família é sorteada para responder o questionário sobre a doença e ter as amostras nasal e de sangue colhidas para o teste. Os profissionais estão uniformizados, identificados e ficam em média 30 minutos em cada residência.
A estudante Isabela Alves Zanin foi a primeira voluntária do estudo. Ela mora com a avó e a mãe, Julceia Alves Teixeira, que trabalha em um posto de saúde. Julceia diz que a pesquisa pode ser fundamental para Ribeirão Preto enfrentar o coronavírus.
“Trabalho na área da saúde e a chance de levar esse vírus para casa é maior. Eu fico preocupada, porque tenho minha mãe idosa. É muito importante essa pesquisa, porque assim a gente vai conseguir ter um resultado melhor de como está o vírus aqui em Ribeirão. Como está agindo. É uma doença muito preocupante”, conta a agente administrativa.
Isabela, filha da Julceia, foi a primeira voluntária a participar da pesquisa em Ribeirão Preto (SP)
Valdinei Malaguti/EPTV
Um dos filhos do pedreiro Rogério Lima também foi sorteado e participou da pesquisa. O pedreiro conta que está preocupado com a disseminação da doença.
“Assim a gente vai ficar mais orientado. Tenho meus filhos, estou preocupado porque trabalham no mercado. Qualquer um pode pegar essa doença”, diz.
De acordo com a prefeitura, após um mês da primeira visita, os participantes do estudo terão novamente amostras colhidas para continuação das pesquisas com mais elementos práticos de comparação. Os registros são sigilosos e, em casos positivos, o paciente será avisado e terá o apoio necessário para tratamento da doença.
O pedreiro Rogério Lima também recebeu os pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP)
Valdinei Malaguti/EPTV
Casos confirmados
Até a manhã desta sexta-feira, Ribeirão Preto registra 282 casos confirmados do novo coronavírus, 1.486 notificações e 852 casos foram descartados. Sete pessoas já morreram com a doença.
Ainda segundo a prefeitura, além do Instituto Adolfo Lutz, outros três laboratórios estão credenciados para realização de teste para diagnóstico do novo coronavírus. São eles: Hemocentro de Ribeirão Preto, Hospital de Clínicas da cidade e o Supera Parque.
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By Negócio em Alta