O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) fez uma publicação nas redes sociais para comentar o projeto de anistia que está em tramitação no Congresso Nacional. Ele expressou sua opinião de que flexibilizar a anistia “soa como suavizar a vida de ditadores que só respeitam o que temem”.
“A anistia é o mínimo, é a defesa tolerável da democracia. Querer flexibilizar a anistia soa como suavizar a vida de ditadores, que só respeitam o que temem. Sem anistia, não haverá eleição em 2026”, afirmou Eduardo.
Durante a tarde de terça-feira, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator do projeto de anistia na Câmara, realizou uma reunião com membros do PL para discutir o texto.
Paulinho da Força está tentando aprovar o chamado PL da Dosimetria, que propõe a redução de penas, ao contrário do projeto de anistia que busca perdoar os condenados pela tentativa de golpe.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), participou da reunião com Paulinho e Valdemar da Costa Neto, presidente do partido, e declarou que o partido não irá recuar, embora esteja aberto ao diálogo:
“Logicamente vamos continuar insistindo, pois a redução de penas não resolve, já que as pessoas já cumpriram um sexto dessas penas. O que cabe nesse caso é a anistia. Mas jamais nos fechamos ao diálogo. Temos grande respeito pelo trabalho que Paulinho vem fazendo”, afirmou Sóstenes.
Apesar do encontro com as lideranças do PL, Paulinho da Força assegurou que não é viável seguir com uma anistia ampla. Ele explicou que a intenção é elaborar um relatório que represente a média da opinião da Câmara.
“Todos esses líderes acham que um projeto de anistia ampla, geral e irrestrita será barrado no STF. Trabalharíamos seis ou sete meses para voltar à estaca zero. Por isso, acredito que é a redução de pena que vai pacificar o país. […] Depois de ouvir todos, é só sentar e escrever o relatório”, afirmou.
Em setembro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados por terem planejado uma tentativa de golpe de Estado após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022. A condenação foi decidida por maioria, com 4 votos a favor e 1 contra.
