
O guarda-parque era um dos servidores mais respeitados do instituto na ilha. Policárpio Felipe sofria de câncer e vai ser enterrado na capital pernambucana, na quinta-feira (14). Policárpio Felipe era servidor do ICMBio
Ana Clara Marinho/TV Globo
Morreu nesta quarta-feira (13) um dos servidores mais respeitados do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) de Fernando de Noronha, Policárpio Tertuliano Felipe. Ele tinha 56 anos e trabalhava no Parque Nacional Marinho. O óbito ocorreu no Recife, onde o guarda-parque de Fernando de Noronha fazia tratamento contra câncer.
A morte aconteceu no Hospital Albert Sabin e o enterro não será realizado na ilha. O sepultamento vai acontecer no Cemitério de Santo Amaro, na capital pernambucana, às 11h da quinta-feira (14), respeitando as normas de isolamento social, que só permite a presença de até dez pessoas.
Policárpio contribuiu com vários pesquisadores, como a botânica Ângela Freitas
Ana Clara Marinho/TV Globo
Repercussão
O chefe de ICMBio em Noronha, João Rocha, falou do servidor que morreu. “Se eu tivesse que resumir Policárpio numa palavra, essa palavra seria dedicação. Ele era dedicado ao trabalho, à família, à religião, aos amigos. Policárpio era um guardião de Fernando de Noronha”, disse Rocha.
O servidor do instituto Felipe Mendonça, que também foi chefe do ICMBio na ilha, lamentou a morte de Policárpio Felipe.
“Ele era um guarda-parque exemplar, com muito respeito à natureza e às pessoas. Um filho da ilha de quem os noronhenses devem ser orgulhar muito. O tempo que estive em Noronha foi de muito aprendizado com ele e as fotos que produzia. Um ser humano generoso e de um coração enorme”, lamentou Mendonça. Policárpio Tertuliano Felipe deixa mulher e uma filha.
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