Ministro da Saúde afirma que governo não está conseguindo comprar mais respiradores

Os 15 mil respiradores que o Brasil comprou no exterior em abril deveriam ter chegado na segunda-feira (4) da Ásia. Segundo o Ministério da Saúde, a empresa avisou que não tinha como entregar os equipamentos. Ministro da Saúde afirma que governo não está conseguindo comprar mais respiradores
O ministro da Saúde, Nelson Teich, disse que o governo não está conseguindo comprar mais respiradores, que são fundamentais para tratar os pacientes com casos graves de Covid-19.
Os 15 mil respiradores que o Brasil comprou no exterior em abril deveriam ter chegado na segunda-feira (4) da Ásia. Segundo o Ministério da Saúde, a empresa avisou que não tinha como entregar os equipamentos. Hoje o Brasil tem 65 mil respiradores, um número insuficiente.
Numa videoconferência com parlamentares da comissão que acompanha as ações de combate ao coronavírus, o ministro da Saúde diz que conta agora com a fabricação nacional para suprir essa carência de respiradores, um investimento de R$ 658 milhões.
“A gente uma proposta de produzir 14.100 aparelhos pelo menos pelo Brasil. A gente teve uma dificuldade na negociação para trazer esses respiradores de fora”, diz Teich.
Mas o Ministério da Saúde também enfrenta atrasos com a entrega nacional. Dois mil duzentos e quarenta respiradores deveriam ter ficados prontos em abril, só que apenas 495 foram entregues.
O Ministério da Saúde informou que o governo federal mobilizou ao menos 15 empresas para ampliar a oferta, fechou contrato com quatro fornecedores, mas a entrega depende da importação de alguns componentes.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos Médicos, Franco Pallamolla, disse que busca alternativas para importar peças ou produzi-las aqui.
“Estamos disputando componentes eletrônicos no mundo com os fornecedores. E o que que eles dizem? Os tempos de entrega que eles tinham que podiam levar três ou quatro semanas, estão já em oito, nove semanas. Nesse momento, existem pelo menos mais de 10 projetos em curso no Brasil visando suprir demandas de ventiladores, alguns não utilizando componentes eletrônicos. Então, nós temos aí engenharias, temos as nossas universidades, temos grandes empresas trabalhando diuturnamente na tentativa de amenizar, talvez não resolver por completo, mas de amenizar esse impacto que existe”, explica Franco Pallamolla.
O ministro da Saúde também falou sobre o lockdown, o bloqueio total da circulação de pessoas. Teich disse que o assunto não deve ser politizado e a orientação do governo federal agora é que cada região analise a sua realidade.
“A orientação geral hoje é que se analise cada região com base nas variáveis. O governo federal, o Ministério da Saúde vai estar junto para discutir, apoiar e sugerir, mas essa é uma discussão, uma decisão local, é uma decisão de estados e municípios”, afirma.

By Negócio em Alta