Locais tradicionais de atos do 1º de maio em SP ficam vazios durante pandemia do coronavírus


Avenida Paulista, Praça Campo de Bagatelle e Vale do Anhangabaú não tiveram comemorações e protestos do Dia do Trabalhador. Praça Campo de Bagatelle, na Zona Norte de SP vazia neste feriado do Dia do Trabalhador durante pandemia do coronavírus
Reprodução/TV Globo
As tradicionais festas e atos do Dia do Trabalhador não aconteceram na cidade de São Paulo, nesta sexta-feira (1º). O Vale do Anhangabaú, no Centro, Avenida Paulista, na região Central, e a Praça Campo de Bagatelle, na Zona Norte, ficaram vazias durante a pandemia do coronavírus.
Os casos suspeitos e confirmados de Covid-19 na cidade de São Paulo sofreram uma aceleração, registrada pela Prefeitura de São Paulo a partir do dia 23 de abril e, nesta segunda-feira (27), chegaram à marca de 3,1 mil registros diários.
Em 2019, a Força Sindical e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) fizeram, pela primeira vez, uma festa única para comemorar o Dia do Trabalho e lutar contra a Reforma da Previdência no Anhangabaú. No total, dez centrais participaram do ato, que, segundo as centrais sindicais, recebeu cerca de 50 mil pessoas ao longo do dia.
Neste ano, em meio à pandemia, a orientação é que não haja aglomerações para evitar a disseminação do Covid-19.
Manifestantes com bandeiras e faixas de centrais sindicais se reúnem para ato pelo 1º de Maio, Dia do Trabalho, no Vale do Anhangabaú, Centro de São Paulo
Nelson Antoine/Estadão Conteúdo
Público acompanha festa única da CUT e Força Sindical do Dia do Trabalho
Bárbara Muniz/G1
Ruas serão bloqueadas
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta quinta-feira (30) que a cidade terá bloqueios definitivos de trânsito em avenidas a partir de segunda-feira (4). Os bloqueios devem acontecer especialmente em áreas onde o coronavírus foi mais letal, como as periferias das zonas Norte e Leste.
Covas disse também que avalia rever a lista de comércios essenciais que têm permissão para funcionar apesar da quarentena, mas que essa decisão só será tomada no dia 8 de maio. Hoje, a lista inclui supermercados e materiais de construção, entre outros estabelecimentos.

By Negócio em Alta