Grupo do empresário Mário Peixoto, que fornece serviços para a administração pública, estaria interessado também em contratos dos hospitais de campanha para Covid-19. Lava Jato no Rio prende suspeitos de fraudes em contratos da Saúde nos últimos 3 governos
A Lava Jato no Rio prendeu, nesta quinta-feira (14), 14 suspeitos de fraudar contratos da Saúde nos últimos três governos.
O vídeo de 2014 mostra um casamento num castelo, na Itália. Mas a festa ostentação foi paga com dinheiro brasileiro e, dizem as autoridades, dinheiro público. O noivo era Mário Peixoto, dono de empresas que fornecem mão de obra terceirizada para o governo do Rio desde a gestão de Sérgio Cabral.
Na gestão de Wilson Witzel, do PSC, os contratos são de serviços de limpeza e motoristas para diferentes secretarias.
O Ministério Público Federal afirma que Mário Peixoto está pagando propina atualmente para servidores públicos em troca da manutenção dos contratos de suas empresas. A operação que teve a participação do Ministério Público estadual, encontrou R$ 1,5 milhão na casa de um dos operadores do empresário.
A Lava Jato fez a operação durante a pandemia porque descobriu que o empresário também comanda contratos na área da Saúde usando nome de terceiros e suspeita que ele pode estar ligado em contratos da instalação dos hospitais de campanha para a Covid-19.
Os procuradores dizem que Mário Peixoto pode estar expandindo sua influência para contratos da Organização Social IABAS, contratada pelo governo do Rio para administrar os hospitais construídos com dinheiro público. Os procuradores encontraram e-mails de operadores financeiros do empresário com tabelas de custos desses hospitais.
A Lava Jato também encontrou indícios de fraude em compras de álcool gel, sem licitação, pela Marinha.
Mário Peixoto teve como padrinho naquele casamento o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Paulo Melo, que também foi preso nesta quinta-feira (14), suspeito de lavar dinheiro com o empresário e amigo.
Acostumado com castelos, Mário Peixoto foi levado para prisão por tempo indeterminado.
A defesa de Paulo Melo disse que a prisão é descabida. A Marinha afirmou que está investigando. Nós não conseguimos contato com Mário Peixoto.
O governo do estado do Rio afirmou que vai fazer uma auditoria nos contratos com as empresas envolvidas.
A Organização Social IABAS afirmou que não tem contrato com as empresas mencionadas, nem contato com as pessoas citadas e que o IABAS não é alvo da operação, mas está à disposição das autoridades.
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