‘Independente de fazer o exame, tem que ficar isolado’, diz secretário de Saúde de MG


Carlos Eduardo Amaral falou, nesta quinta-feira (14), sobre o avanço do coronavírus no estado. O secretário de Saúde de Minas, Carlos Eduardo Amaral, em coletiva sobre o coronavírus.
Governo de Minas / Divulgação
“Independente de fazer o exame ou não, tem que ficar isolado. É a única forma de evitar que a epidemia progrida”, disse o secretário de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, nesta quinta-feira (14).
Em entrevista coletiva realizada de forma remota, no início da tarde, os dados sobre o avanço do coronavírus no estado foram atualizados. De acordo com o último boletim da pasta, Minas Gerais tem mais de 3,9 mil casos confirmados da Covid-19. O número de mortos chegou a 139.
Questionado pelo G1 sobre o baixo índice de testagem de coronavírus, o secretário disse que esta não é a única forma de monitoramento da pandemia em Minas Gerais.
“Temos uma avaliação multimodal e, dentro dela, temos a testagem. Outros dados trazem uma ideia do que esta acontecendo na sociedade. O principal objetivo, a que se destina todo o preparo da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e das secretarias municipais, é estruturação da rede de saúde e assistência. Estamos monitorando a ocupação de leitos no estado e não há um aumento significativo neste momento”, explicou.
Segundo o secretário de Saúde, o “Minas Consciente” não é um programa de flexibilização, mas uma forma de coordenar o isolamento de maneira adequada. Trata-se de um conjunto de protocolos que orientam os municípios sobre a reabertura do comércio. A adesão cabe a cada prefeito.
“O isolamento é muito mais útil, mais efetivo. O exame seria um complemento”, defendeu.
Novo pico
Ainda de acordo com Amaral, o pico continua sendo adiado em Minas Gerais e a nova projeção é que se dê no dia 9 de junho. “Isso mostra que a cada semana nós estamos adiando um pouco o pico. Todos os esforços estão direcionando para um platô que deve ser o número de casos esperados a partir daí”, disse.
Quanto ao número de pessoas que devem estar infectadas no dia do pico, Amaral explicou que a SES trabalha com duas formas de análise: considera o padrão de aumento de casos do Brasil, considerando a possibilidade de uma menor adesão ao isolamento, e o padrão que vem sendo observado em Minas Gerais.
“No padrão Brasil, teríamos 2916 casos esperados. No padrão Minas Gerais, teríamos 2046 esperados. O padrão em MG tem uma projeção menor”, afirmou. Já a projeção de ocupação de leitos de terapia intensiva, durante o pico, é de 1,6 mil no padrão Brasil e de 1.140 no padrão Minas Gerais.
A projeção de pico é dinâmica. Os dados são reavaliados semanalmente e o monitoramento é diário. A última projeção era de um pico no dia 8 de junho. A previsão, no dia 4 de maio, era que o estado atingisse o número máximo de infecções no dia 6 de junho. O adiamento do pico, influenciado pela adesão ao isolamento social, dá mais tempo para que o estado se prepare.
Assista à entrevista coletiva na íntegra:
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By Negócio em Alta