Empresas fazem adaptações para enfrentar período de quarentena na região de Itapetininga


Fábrica panificadora em Itapetininga (SP) criou turnos para separar funcionários; em Tietê confecções precisaram paralisar produção. Fábrica panificadora em Itapetininga (SP) criou turnos para separar funcionários
Reprodução/TV TEM
O decreto de quarentena do governo paulista não atinge as indústrias, que podem continuar trabalhando. No setor de alimentos, as empresas que continuam trabalhando fizeram adaptações, principalmente na escala de trabalho.
Em uma fábrica panificadora, em Itapetininga (SP), os quase 30 funcionários continuam trabalhando, mas estão se revezando para diminuir o contato físico.
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“A gente dividiu em três turnos, para não ficar aglomeração de pessoas. Se um deles fica doente, pode passar para todo mundo, aí temos que parar tudo. Mas dividido, a gente para o turno, remaneja o pessoal e continua trabalhando porque a gente não pode parar”, explica o empresário Dayan Lopes Mori.
Pelo decreto estadual, a alimentação é considerada um serviço essencial e por isso fábricas como as panificadoras mantém o funcionamento.
Fábricas e indústrias fazem adaptações para enfrentar período de quarenta
O empresário Sisnado Baccili Neto é dono de uma fábrica de vestuário infantil e relatou como a quarentena afetou a produção.
“Conforme foi parando, os clientes grandes, a gente teve que cortar a produção porque não ia ter para quem vender”, diz o empresário.
O Neto contou que nenhum dos 30 funcionários dele foram demitidos. Ele apoia as ações de segurança, mas espera medidas do Governo que ajudem a manter a indústria.
A Fabiana Mazzer é diretora de outra confecção em Tietê e contou que trabalhos dos 20 funcionários diretos estão interrompidos. Os produtos estão parados no galpão.
Confecções precisaram paralisar produção em Tietê (SP)
Reprodução/TV TEM
“A gente teve que parar porque os estados não estão mais recebendo e as lojas fecharam. As indústrias vão ter que se adaptar ao novo ritmo”, explica.
A economista Gabriela Barth orienta como os trabalhadores podem lidar com essa situação.
“As empresas precisam pensar que precisam cortar custos agora. Se elas não têm receita, se não tem para quem vender, não vai entrar dinheiro. Como essa empresa que está trabalhando normalmente agora vai pagar os seus custos e funcionários?”, questiona.
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By Negócio em Alta