Amigos criam websérie inspirada em personagens reais da quarentena com celular


Episódios são liberados semanalmente por meio de um grupo no WhatsApp. Nildo Ferreira e Roberto Neto compartilham a websérie em um grupo de WhatsApp
Arquivo Pessoal/Roberto Neto
Dois amigos de Santos, no litoral de São Paulo, criaram uma websérie inspirada em pessoas reais que vivenciam o período de quarentena motivado pelo coronavírus. ‘In-Cômodo’ retrata a vida de seis personagens, entre eles uma idosa que não quer cumprir o isolamento social e uma professora de ioga nada zen. A série é gravada com o celular e os episódios e pílulas são enviadas por meio de um grupo no WhatsApp.
Ao G1, o produtor Roberto Neto, um dos criadores do projeto, explicou que a ideia surgiu durante uma conversa com o amigo produtor audiovisual Nildo Ferreira. “A gente percebeu que tinha diversos artistas que estavam precisando participar de algum projeto e criar alguma coisa nesse período. Aí, pensamos em personagens como a idosa que não quer ficar em casa, uma pessoa paranoica que limpa a casa várias vezes por dia e o professor que tem que se virar para dar aula online”, afirma Roberto.
Com o projeto criado, eles pediram para alguns amigos gravarem as cenas e montaram os episódios. A trama retrata a vida de personagens que vivem no mesmo bairro e se conhecem de vista, ou até são amigos. São eles: um professor de Educação Física, uma aposentada que não quer ficar em casa, uma evangélica que participa de um culto clandestino, uma professora de ioga nada zen, um casal de músicos e uma paranoica, que acredita que o vírus é uma criação de extraterrestres.
Série foi criada para entreter o público e os atores durante a quarentena
Arquivo pessoal/Roberto Neto
“Isso faz com que eles interajam entre si, e nisso, as histórias acabam se cruzando”, comenta o produtor. Nessa primeira temporada, eles estão tentando enfrentar os dilemas de ficar em casa e sobreviver ao coronavírus. As cenas são montadas pelos dois amigos, que enviam para os participantes gravarem pelo celular, cada um da própria casa.
“A gente escreve as cenas de uma forma bem simples, porque tem que pensar que são pessoas que, às vezes, não tem aptidão com a câmera. Tem gente que não é ator por formação. Vamos dando toques de luz e enquadramento, e explicamos direitinho como a cena deve ser gravada”, aponta. O material é editado pelos dois amigos e enviado no grupo de WhatsApp.
“É um projeto que eu tenho gostado muito de fazer, porque tem movimentando bastante diversas áreas da minha vida e de quem está participando. É um processo de criação bem gostoso e leve, como tem que ser nessa época de quarentena. O nosso objetivo era fazer algo que a gente pudesse se divertir, criar e estar ativo artisticamente. Nós conseguimos”, finaliza Roberto.

By Negócio em Alta