A família Glazer, que detém a maior parte das ações do Manchester United, começou a explorar internamente a possibilidade de vender o controle do clube inglês por um montante superior a R$ 36 bilhões. A informação foi veiculada pela Bloomberg nesta quinta-feira (4). As discussões estão ocorrendo nos bastidores e foram impulsionadas pela valorização da marca do time, além dos projetos de modernização que estão em andamento.
Apesar de as tratativas estarem em curso, ainda não há um consenso sobre a venda. A publicação revela que existe um impasse entre os membros da própria família. Enquanto alguns acionistas veem a venda como uma chance de obter lucro, outros preferem manter o controle sobre uma das franquias esportivas mais valiosas globalmente.
Um dos principais fatores que elevam a avaliação bilionária do Manchester United é o projeto para a construção de um novo estádio com capacidade para aproximadamente 100 mil torcedores. Esse empreendimento é considerado fundamental para aumentar as receitas e consolidar a posição do clube no cenário internacional.
Os Glazer estão à frente do Manchester United desde 2005. Durante esse período, sua gestão enfrentou críticas frequentes por parte dos torcedores, especialmente em relação ao endividamento do clube, à gestão financeira e ao desempenho esportivo nas últimas temporadas.
Nesse contexto, destaca-se a figura do empresário britânico Jim Ratcliffe, que adquiriu 27,7% das ações da equipe em um acordo bilionário e passou a liderar as operações do departamento de futebol através da INEOS. Atualmente, ele é considerado um dos potenciais interessados em aumentar sua participação caso as negociações avancem.
Embora ainda não haja uma decisão final, a possibilidade de uma mudança no controle acionário reacende debates sobre o futuro do Manchester United e pode culminar em uma das maiores transações já registradas na história do futebol mundial.
