Cruzeiro vê receitas crescerem, mas enfrenta desafio com dívida colossal

No último sábado (25/04), a SAF do Cruzeiro apresentou o relatório financeiro referente ao ano de 2025, que marca o primeiro ciclo completo sob a liderança de Pedro Lourenço. Os dados revelam uma estratégia focada no crescimento robusto, embora acompanhada de um aumento na dívida.

Um dos principais pontos positivos é o considerável crescimento nas receitas. A arrecadação líquida operacional quase dobrou, passando de R$ 282,7 milhões em 2024 para R$ 599,2 milhões em 2025. O setor de patrocínios foi fundamental para esse progresso, com um salto de R$ 50 milhões para R$ 306,4 milhões, o que impulsionou significativamente o faturamento total do clube. Além disso, as receitas provenientes dos direitos de transmissão também apresentaram crescimento, alcançando R$ 176,5 milhões.

Entretanto, os custos também aumentaram proporcionalmente. As despesas relacionadas ao futebol atingiram R$ 680 milhões, refletindo os investimentos realizados tanto no elenco quanto na infraestrutura. A folha salarial registrou um aumento expressivo, subindo para R$ 362 milhões, enquanto melhorias na Toca da Raposa 2 foram implementadas ao longo do ano.

A elevação nos investimentos teve um impacto direto sobre a dívida total, que agora está em R$ 1,15 bilhão. Uma parte significativa desse montante está relacionada à recuperação judicial da associação, totalizando cerca de R$ 512 milhões. Em 2025, a SAF destinou R$ 37,8 milhões para quitar débitos com credores e ainda carrega passivos tributários próprios.

Apesar do aumento na dívida, o balanço financeiro também indica uma melhora no patrimônio líquido do clube, que atingiu R$ 405 milhões. Internamente, essa evolução é considerada como parte de uma estratégia voltada para elevar a competitividade do Cruzeiro no cenário do futebol nacional, onde terminou a última temporada entre os melhores classificados.

A partir deste ponto, o desafio será equilibrar os investimentos esportivos com a sustentabilidade financeira do clube. É crucial garantir que o crescimento das receitas acompanhe o aumento das despesas.

By Negócio em Alta

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