Engenheiro de Bariri assume cargo-chave na Marinha do Brasil

Em sua cidade natal, Bariri, Victor Belone Rodrigues frequentou as escolas Julieta Rago Foloni e Eurico Acçolini.

A jornada educacional de Victor Belone Rodrigues teve início em Bariri e atualmente o conecta a um dos projetos científicos e tecnológicos mais importantes do país.
Filho de Claudenir Rodrigues “Fredy” e Rosângela Belone Rodrigues, Victor se formou em Engenharia Nuclear pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e faz parte da primeira turma dessa especialização, criada em parceria com o IPEN/CNEN-SP. Atualmente, ele trabalha na Marinha do Brasil, contribuindo para o desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro.
Durante sua infância e adolescência em Bariri, Victor estudou na EMEF Profª Julieta Rago Foloni e, posteriormente, na EMEF Prof. Eurico Acçolini. Foi nesse período que seu interesse por Matemática evoluiu de uma simples afinidade escolar para um projeto de vida. Enquanto ainda era estudante, ele participou de olimpíadas científicas, como a OBMEP e a OBA, experiências que foram essenciais para desenvolver disciplina, persistência e raciocínio lógico.
Mais tarde, Victor ingressou no Colégio Técnico Industrial Prof. Isaac Portal Roldán (CTI-UNESP) em Bauru, onde cursou Mecânica, obtendo uma formação prática sólida em oficinas, laboratórios e projetos. Durante o ensino médio, ele também se envolveu em atividades de pré-iniciação científica na UNESP, o que o aproximou cedo do ambiente universitário e de pesquisa.
Em 2021, Victor foi aprovado na USP e passou a fazer parte da primeira turma de Engenharia Nuclear da Poli-USP, curso que foi criado após décadas sem a formação de engenheiros nucleares em nível de graduação no Brasil. Com apenas dez vagas disponíveis por ano, a habilitação foi projetada para atender a projetos estratégicos, como Angra 3, o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), o LABGENE e o submarino nuclear Álvaro Alberto.
Durante sua graduação, Victor equilibrou suas atividades acadêmicas com experiências práticas na Equipe Poli de Baja, um projeto reconhecido pela formação de engenheiros em um ambiente real de desenvolvimento. Ele atuou como diretor de Análise Estrutural, participando de competições e conquistando títulos nacionais.

Atuação na Marinha

Após se formar, Victor passou a trabalhar na Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), órgão responsável por coordenar o Programa Nuclear da Marinha, iniciado em 1979 com o objetivo de desenvolver tecnologia nacional para propulsão nuclear.
Um dos projetos em andamento é o LABGENE, um protótipo em escala real do reator que será utilizado no futuro submarino Álvaro Alberto, o primeiro da América Latina com propulsão nuclear. Com uma potência térmica de 48 megawatts, o sistema está em estágio avançado de implantação no Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó (SP).
Victor faz parte da equipe técnica responsável pelas atividades de desenvolvimento, validação e comissionamento do sistema nuclear. Ele diz: “Trabalhar em um projeto dessa magnitude, que colocará o Brasil em um seleto grupo de países com domínio de propulsão nuclear naval, é uma grande responsabilidade e uma honra.”
Orgulhoso de suas raízes, Victor ressalta a importância da educação pública e do incentivo recebido de professores e familiares. Ele deixa uma mensagem direta para os jovens da região: “O impossível é apenas o nome dado ao que ainda não foi construído.”
Uma jornada que teve início nas salas de aula de Bariri e agora se estende até a fronteira do conhecimento científico brasileiro.

O artigo Educação: Engenheiro baririense integra área estratégica da Marinha do Brasil foi publicado originalmente no Jornal Candeia.

By Negócio em Alta

Relacionados