
Comunicado acontece após a morte de 22 pessoas em um tiroteio considerado o maior do tipo no Canadá desde 1989. Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, durante coletiva de imprensa
Blair Gable/Reuters
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou nesta sexta-feira (1) a proibição de armas de assalto no país. O comunicado acontece uma semana após a morte de 22 pessoas em um tiroteio em Nova Escócia, no leste canadense.
“Estas armas são designadas para um único propósito e esse propósito é: matar um grande número de pessoas em um curto espaço de tempo. Não há uso e não há lugar para esse tipo de arma no Canadá. A partir de agora, não é mais permitido comprar, vender, transportar, importar ou usar armas de assalto de nível militar neste país.”
A proibição abrange 1.500 modelos e variantes de armas de assalto, incluindo rifles e fuzis M16, M4, AR-10 e AR-15. Estima-se que haja no país mais de 83 mil armas que se enquadram na lista de proibições, segundo a rede de comunicação canadense CBC.
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Justin Trudeau anunciou ainda que dará um período de anistia de dois anos para permitir que os proprietários de armas se adequem à nova lei. Apesar disso, a proibição tem “efeito imediato” e as armas de assalto já não podem ser usadas no país a partir desta sexta-feira (1), quando foi feito o anúncio.
Tiroteio no Canadá
Os ataques a tiros no Canadá começaram na noite de sábado (13) e deixou 22 pessoas mortas. O autor do crime, um homem de 51 anos, chegou a ser detido. Segundo a polícia local, o criminoso tinha um carro semelhante a um carro policial. Quando o ataque começou, os policiais emitiram alerta porque o homem poderia estar vestindo uma farda da corporação. A ação criminosa durou 12 horas.
A polícia canadense informou que o atirador estava armado com dois rifles e várias pistolas semi-automáticas. Logo após o tiroteio, o primeiro ministro falou sobre sua intenção em “fortalecer o controle de armas” no país para cumprir uma promessa de campanha.
É o pior ataque a tiros em massa no Canadá desde dezembro de 1989, quando um assassino matou 15 mulheres em Montreal.
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