Esquema envolveu representantes de organização social (OS) responsável pela administração de dez UPAs e empresa que fornecia refeições. O Ministério Público (MPRJ) e a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizaram uma operação nesta quinta-feira (14) para prender cinco pessoas suspeitas de integrarem um esquema que, segundo a investigação, desviou quase R$ 4 milhões (R$ 3,95 milhões) em recursos da saúde estadual.
Dos cinco alvos, um era considerado foragido até o fim da manhã. Além dos mandados de prisão expedidos pela Justiça, outros 25 de mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
Batizada de “Operação Favorito”, a apuração identificou que milhões de reais foram repassados à Organização Social Instituto Data Rio (IDR) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) para a administração de dez Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
O desvio dos recursos ocorreu, segundo a denúncia do MPRJ, através de pagamentos superfaturados à empresa Dorville Refeições LTDA – que atualmente se chama Dorville Soluções e Negócios LTDA, especializada em fornecer refeições às unidades de saúde.
O MPRJ aponta que o IDR celebrou dez contratos com a SES para a gestão das seguintes unidades de pronto atendimento (UPAs):
Botafogo
Cabuçu
Campo Grande I
Campo Grande II
Lafaiete
Magé
Mesquita
Queimados
Santa Cruz
Sarapuí.
Para a gestão das unidades, a organização social recebeu mais de R$ 763 milhões do Fundo Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, entre os anos de 2012 e 2019.
Os alvos e o esquema
O MP informou que a 3ª Vara Criminal de Duque de Caxias autorizou a prisão de: Luiz Roberto Martins, Luciano Leandro Demarchi, Lisle Rachel de Monroe, Carla dos Santos Braga e Leandro Braga de Sousa.
Mandados de busca e apreensão também foram expedidos para endereços dos alvos e locais ligados a eles no Rio, Teresópolis (Região Serrana), Paracambi e Nova Iguaçu (Baixada Fluminense).
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