O número representa uma queda de 5,36% na comparação com o total de pessoas na fila na última terça-feira (12). Ao todo, faltam 390 leitos de UTI e 510 de enfermaria. 900 pessoas aguardam por um leito em enfermarias ou UTIs
A fila de pacientes com Covid-19 esperando por leitos de enfermaria ou de UTI para tratamento no estado conta com 900 pessoas. O número representa uma queda de 5,36% na comparação com o total de pessoas na fila na última terça-feira (12), quando 951 pacientes aguardavam pela internação.
Ao todo, a rede de hospitais do município, do estado e da União está com déficit de 390 leitos de UTI e 510 leitos de enfermagem.
RJ passa de 2 mil mortes por Covid-19
Caroline da Fonseca, de 29 anos, passou pela angustia de procurar uma vaga para internação e não encontrar. Mesmo grávida de 8 meses, a jovem ficou cinco dias na busca por uma unidade com leito disponível, até ser internada no Hospital Universitário Graffèe e Guinle.
“Por cinco dias eu tive febre, dor no corpo, dor de garganta, falta de respiração e tosse seca. A gente não sabe como vai terminar isso tudo”, contou Caroline.
Caroline ficou sete dias internada na unidade e recebeu alta nesta quarta-feira (13).
“Graças aos profissionais de saúde, tá tudo bem, vou pra casa. Ainda vou ficar um pouquinho de quarentena, porque é o protocolo a se seguir. Mas graças a Deus, tô melhor, tô curada e vou pra casa. E meu bebê, tá bem. Tá ótimo!”, comemorou Caroline.
Já Ítalo Paixão não teve a mesma sorte de Caroline. Ele está com sintomas da Covid há 15 dias e já passou por outras unidades de saúde, como a UPA da Taquara, na Zona Oeste.
“Antes de ontem e ontem eu fiz febre acima de 38. Ontem, por volta de 11h30, eu procurei a UPA da Taquara e voltei porque não tinha médico e nem atendimento”, relatou Paixão.
Ítalo está com medo da doença e por isso pagou do próprio bolso alguns exames em uma clínica particular.
“A minha radiografia não tá boa. O pulmão tá bem tomado. O médico disse que o ideal era eu estar internado”, contou.
Tamanho da rede de saúde no RJ
O Governo do Estado e a Prefeitura do Rio anunciaram que, juntos, têm 1.086 leitos de enfermaria e 608 de UTI para atendimento exclusivo de pacientes com a Covid-19.
Contudo, esse número sofreu uma redução depois que 37 leitos no Hospital Estadual Anchieta, no Caju, Zona Norte, foram bloqueados. A unidade é uma das referências para o tratamento da doença.
O RJ2 mostrou na última terça-feira (12) que o diretor do instituto que administra o Hospital Anchieta informou ao Ministério Público (MP) que a unidade não receberia novos pacientes por conta da falta de insumos e de material médico-hospitalar.
Contudo, nesta quarta-feira, a Secretaria Estadual de Saúde informou que o contrato com o Instituto Diva Alves do Brasil, responsável pela gestão da unidade, foi considerado nulo e sem validade desde a última segunda-feira (11).
A data é a mesma em que a organização social procurou o MP para denunciar a falta de repasse financeiro do Governo do RJ para o Hospital Anchieta.
Suspeita de corrupção
Segundo a Secretaria de Saúde, o contrato entre a pasta e o Instituto Diva Alves do Brasil foi mais um dos acordos firmados pelo ex-subsecretário de saúde Gabriel Neves, preso por suspeita de corrupção.
O Hospital Anchieta tem atualmente seis pacientes internados na UTI e 24 na enfermaria.
De acordo com a secretaria, a unidade está agora sob a responsabilidade da Fundação Estadual de Saúde. O hospital começará a receber novos pacientes ainda nesta quarta.
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