
Espaço conta com 268 leitos, sendo 240 de baixa complexidade e 28 de estabilização Hospital de Campanha do Ibirapuera.
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
O Hospital de Campanha do Ibirapuera atendeu 58 pacientes com coronavírus durante suas primeiras 48 horas de funcionamento, de acordo com informação da Secretaria Estadual da Saúde divulgada neste domingo (3). Do total, 48 ainda estão internados. A unidade receberá outros 14 pacientes que estão em fase de transferência e serão atendidos no local nas próximas horas.
Todos os casos atendidos no hospital de campanha são provenientes de cidades da Grande São Paulo (Barueri, Cotia, Embu Guaçu, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Santana de Parnaíba, São Caetano do Sul e da própria capital).
O espaço conta com 268 leitos, sendo 240 de baixa complexidade e 28 de estabilização, e tem 7,5 mil metros quadrados. Ele ocupa o gramado do estádio Ícaro de Castro Mello e parte da pista de atletismo do Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães. A obra custou R$ 12 milhões e a manutenção deve ser realizada com R$ 10 milhões mensais, de acordo com o governo.
Os pacientes atendidos no Hospital de campanha do Ibirapuera são encaminhados por serviços de pronto atendimento. Foram contratados 800 profissionais para atuar na unidade, sendo 213 médicos, 444 enfermeiros, 33 fisioterapeutas, 14 farmacêuticos, 10 assistentes sociais, oito nutricionistas, cinco psicólogos, dois fonoaudiólogos, 52 profissionais de apoio técnico e 19 recepcionistas.
De acordo com o governo, os pacientes do hospital de campanha do Ibirapuera possuem acesso à internet Wi-fi para manter contato com familiares, já que visitas e acompanhantes são restritos. Os boletins médicos são enviados por videochamadas, e também é oferecido um canal por WhatsApp para contato diário. O espaço ainda conta com uma biblioteca itinerante, mandalas para colorir e outras atividades para auxiliar no bem-estar emocional.
Hospital de Campanha do Ibirapuera é inaugurado em São Paulo
Terceiro na capital
A capital de São Paulo possui três hospitais de campanha. Além do hospital do Ibirapuera, administrado pelo governo estadual, a Prefeitura inaugurou também o Hospital de Campanha do Pacaembu, na região central, com 200 leitos, e outro no Anhembi, na Zona Norte, com 1.800 leitos.
A Secretaria da Saúde gastou mais de R$ 8 milhões com a implantação das estruturas hospitalares temporárias nos complexos do Anhembi e Pacaembu, que, juntos, têm 2 mil leitos.
Os dois hospitais de campanha funcionam de portas fechadas, ou seja, quem tiver sintomas não deve procurar os espaços. O atendimento é destinado exclusivamente a pacientes diagnosticados com coronavírus transferidos da rede municipal da saúde.
Parentes de pacientes com coronavírus internados em ambos os hospitais de campanha têm reclamado do atendimento nesses locais. Eles relatam falta de informações sobre os familiares internados. Depois das denúncias, a Prefeitura de São Paulo anunciou que foram instaladas salas de acolhimento para famílias de pessoas internadas com Covid-19 nos hospitais de campanha.
Outro problema denunciado é sobre a mistura de pacientes confirmados e suspeitos de Covid-19 nos hospitais de campanha, como mostrou um vídeo feito por um paciente do Anhembi.
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