
Escolha será aleatória, por sorteio, em uma espécie de amostragem de todas as zonas da capital amazonense. Jundiaí passa a realizar 450 testes rápidos de Covid-19 por dia
Leopoldo Silva/Agência Senado
A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) anunciou, na terça-feira (12), que iniciará, neste mês, pesquisa com testes do novo coronavírus em parte da população de Manaus. Segundo o órgão, os testes serão feitos em grupos familiares de cinco pessoas. A escolha será aleatória, por sorteio, em uma espécie de amostragem de todas as zonas da capital.
Conforme boletim divulgado pela FVS-AM nesta terça-feira (12), mais de mil novos casos foram registrados, chegando a mais de 14 mil infectados. O número de mortes também supera a marca de mil. No entanto, a secretária de Saúde, Simone Papaiz, disse que há uma estimativa de que, atualmente, o estado tenha 60 mil casos não identificados do novo coronavírus.
“Estima-se que hoje nós tenhamos pelo menos 60 mil casos não identificados pelo serviço de saúde e essas pessoas certamente estão transmitindo, tão carregando o vírus e tão transmitindo o vírus onde quer que elas estejam”, disse.
A diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto, explicou que, por meio da pesquisa com os grupos familiares, o órgão conseguirá estimar o número total de pessoas infectadas pela Covid-19.
“Vamos conseguir estimar o total de pessoas que já tiveram a doença e que, portanto, podem estar fora dos grupos de risco de contrair a doença. Como, também, vamos acompanhar a pesquisa com um inquérito que nos permita conhecer as condições socioeconômicas e demográficas dessa população, assim como os dados epidemiológicos relativos a propagação do vírus na comunidade”, explicou.
A diretora explicou que durante os testes, as pessoas serão testadas tanto pelo RT-PCR. “É a técnica molecular que permite a identificação do vírus numa fase precoce de 3 a 5 dias de doença. E, também, com testes rápidos a partir do oitavo dia de doença além de nos permitir avaliar o percentual de assintomáticos que nós temos na população”, contou.
A diretora comentou, ainda, que se houver a redução do isolamento social e usarem máscaras, há uma estimativa de que o Amazonas alcance entre 50 a 100 mil casos. Sem o uso de máscara, a estimativa salta para 100 a 250 mil casos.
“Então, os números que temos, são números pequenos, o que demonstra um potencial de termos uma situação muito mais explosiva do que a que temos hoje, ou que tivemos nas últimas semanas. Inclusive, com o estrangulamento da rede de assistência, já vimos que não temos mesmo com todo o esforço para ampliar a rede de assistência. Não temos estrutura para atender um número tão grande de casos e, certamente, poderíamos vivenciar uma explosão ainda mais grave nos óbitos do que já tivemos até agora”, comentou.
Suspensão de serviços não essenciais
Trecho da Avenida Eduardo Ribeiro, Centro de Manaus, é visto deserto
Eliana Nascimento/G1 AM
Com a chegada do novo coronavírus no Amazonas, o governo adotou medidas para combater a disseminação da doença. Inicialmente, no dia 23 de março deste ano, o governo decretou a paralisação dos serviços não essenciais por um período de 15 dias. No entanto, com o aumento do número de pessoas infectadas pela Covid-19, a ação foi estendida até o dia 30 de abril.
Nesta terça-feira (12), o governo suspendeu a abertura do comércio, novamente, até o dia 31 de maio.O atual decreto mantém a suspensão de atendimento público em restaurantes, bares, lanchonetes, praças de alimentação e similares, para evitar a disseminação do novo coronavírus no estado. Os estabelecimentos poderão funcionar, exclusivamente, para entregas em domicílio ou como ponto de coleta.
Segundo o governador Wilson Lima, a única alteração fala sobre o obrigatoriedade do uso de máscaras em todo o estado e, cabe multa, caso o decreto seja descumprido pela população. Em Manaus, o uso obrigatório da proteção está em vigor desde a segunda (11), após decreto municipal. É obrigatório o uso do equipamento de proteção em transporte coletivo e comércios essenciais.
O uso se aplica também aos colaboradores e clientes, para acesso e permanência em todos os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, nas modalidades presencial e delivery ou drive-thru, autorizados a manter atendimento ao público, inclusive as instituições bancárias.
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