Funcionária que teve Covid-19 denuncia falta de equipamentos de proteção em hospital do ES


Funcionária disse que máscara N95 só foi distribuída depois dos primeiros casos. Além disso, o equipamento, que é descartável, teria que ser usado por 30 dias pelos profissionais. Funcionária do Hospital Dório Silva denuncia falta de EPIs
Reprodução/ TV Gazeta
Uma funcionária do Hospital Dório Silva, na Serra, no Espírito Santo, disse que faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para profissionais da saúde na instituição. Ela foi infectada pelo novo coronavírus (Covid-19) e desconfia que o contágio tenha acontecido durante o trabalho dentro da unidade. Em nota, a Sesa negou que haja falta de EPI’s.
“Tive febre e calafrios. O resultado saiu em três dias. Eu acredito que peguei Covid no hospital mesmo. Quando descobri que estava doente, já havia colegas meus que estavam doentes”, contou a funcionária, que não quis ser identificada.
Para ela, a direção do hospital demorou a agir. “No início da pandemia, a gente usava os EPI’s normais: capote, luva e máscara. A máscara N95 só era dada para poucas pessoas. Quando começaram os primeiros casos de Covid, eles começaram a fornecer a máscara. Uma para cada um, trocando de 30 em 30 dias”, detalhou.
Máscaras do tipo N95 produzidas pela 3M nos Estados Unidos
Reuters/Nicholas Pfosi
Nesta segunda-feira (4), o número de profissionais da saúde infectados no Espírito Santo chegou a 1.083.
Para a representante do Sindicato dos Servidores de Saúde do estado (Sindisaúde), Maria Rita de Boni, o motivo para tantos profissionais estarem doentes é a demora do poder público em proteger e treiná-los.
“Essas coisas (equipamentos) foram chegando depois, e, enquanto isso, os profissionais estavam vulneráveis à contaminação. Um dos primeiros casos não foi nem médico, enfermeiro, técnico de enfermagem. Foi uma pessoa da higienização”, apontou.
De acordo com ela, todos os profissionais que trabalham dentro de um hospital deve receber os EPI’s adequados.
“A gente entende que todo mundo, seja da área administrativa, da assistência, da manutenção, da logística, todos estão vulneráveis e estão passíveis de serem contaminados”, considerou.
Sesa
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), não há falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) na rede de saúde para os profissionais.
A Sesa garantiu que o abastecimento nas unidades é acompanhado e as necessidades avaliadas de acordo com a demanda.
Em relação ao Hospital Estadual Dório Silva, a direção esclareceu que ele está preparado para receber pacientes suspeitos ou confirmados no que diz respeito à segurança do paciente e à segurança de todos os colaboradores de saúde que atuam na unidade.
A direção declarou, ainda, que não há falta de EPI no hospital e que se mantém atenta a todas as necessidades da unidade e às atualizações da Anvisa e demais órgãos competentes.
A direção do hospital também ressaltou que, desde o início de março, foi criado um Comitê de Crise para elaboração, execução e acompanhamento do Plano de Ação para enfrentamento da epidemia e diversas medidas foram e continuam sendo tomadas, como por exemplo treinamentos para os colaboradores e elaboração de protocolos de atendimento, manejo e desinfecção de equipamentos.
Initial plugin text
Veja o plantão de últimas notícias do G1 Espírito Santo

By Negócio em Alta