Até o momento, 44 agências de Belo Horizonte já foram fiscalizadas e notificadas em R$ 30 mil por descumprir as recomendações Ministério Público e Procon fiscalizam bancos em MG
O Ministério Público e o Procon estão de olho nas agências da Caixa. Com a procura pelo auxílio emergencial, as filas têm ficado bem grandes e ainda por cima com aglomerações. Miramar Pereira é autônomo. Ele até tentou fazer tudo de casa para não sair do isolamento, mas não conseguiu resolver a pendência sobre o beneficio nem pelo aplicativo, nem pelo telefone da Caixa, e foi para a porta do banco. Esse vírus é assassino mesmo, mata. Eu morro de medo, mas precisa vir no banco para resolver alguns problemas”, disse.
O MPMG recomendou que os bancos mudem esse cenário. Há quinze dias, o órgão está fiscalizando se as agências estão controlando o número de cliente que entram, se tem álcool em gel para todos e se os caixas estão higienizados. Dentro das agências, todos os funcionários têm que estar de máscaras.
Durante uma blitz, nesta segunda-feira (4), em uma agência da Caixa, no bairro Salgado Filho, faltaram dois avisos na porta. Um informando quais serviços a agência está oferecendo, outro sobre o risco de contaminação. Mas a aglomeração é o principal problema. Na entrada da agência, as marcas no chão mostram a distância que um cliente deve ficar do outro. Porém, na fila que segue pela calçada ,os fiscais não encontraram nenhum funcionário da agência orientando as pessoas.
“O MP entende que, se a fila é para atendimento bancário, a responsabilidade é da agência. Por isso, foi requerido a presença de funcionário para que preste informação e zele pelo distanciamento dos consumidores”, informou Glauber Tatagiba , promotor de defesa do consumidor do Procon Estadual.
A técnica de enfermagem Jaqueline Lacerda não acha certo tanta gente junta, numa fila por tanto tempo.”Todo mundo necessitado, desempregado, com conta pra pagar.Tem enfrentar. Fazer o quê?”, disse.
Até agora, 44 agências de Belo Horizonte já foram fiscalizadas e notificadas em R$ 30 mil por descumprir as recomendações do MP. No interior do estado, também acontece a fiscalização.
O Ministério Público cogita medidas mais enérgicas. “Pode ser necessário, o MP entrar com ação civil pública para que a Caixa seja obrigado a estender horário de atendimento, inclusive fim de semana, para dar conta da demanda excessiva.
A Caixa Econômica Federal informou que vem adotando várias medidas para melhorar o atendimento ao cidadão, como a antecipação do horário de abertura de algumas agências, a contratação de vigias e recepcionistas e o reforço na limpeza.
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