Fechados até junho, clubes veem arrecadação cair e demitem funcionários em Ribeirão Preto


Clubes tentam contornar crise e dão férias, demitem funcionários, suspendem terceirizados e fazem mudanças na estrutura. Portas estão fechadas desde 23 de março. Fechados, clubes tentam evitar demissões em Ribeirão Preto, SP
De portas fechadas desde o dia 23 de março, os clubes de Ribeirão Preto (SP) se desdobram para contornar a crise financeira provocada pelo novo coronavírus. A alternativa encontrada por alguns deles foi demitir ou dar férias para os funcionários, suspender os prestadores de serviços terceirizados e esvaziar as piscinas.
Com o início da quarentena imposta pelas autoridades, os clubes poderão reabrir após o dia 8 de junho, conforme determinou o prefeito Duarte Nogueira (PSDB) no decreto de calamidade pública publicado na última segunda-feira (27).
Um dos mais tradicionais da cidade, o Clube de Regatas demitiu 105 dos 360 funcionários, entre técnicos de manutenção, faxineiras, seguranças, cozinheiras e atendentes. Os outros estão de férias ou afastados, de acordo com o presidente do clube, Hermínio Scuro Filho.
“Só a mensalidade não cobre os custos fixos. Nós precisaríamos das receitas de lanchonete, de vendas, [mas] isso não está acontecendo. Nós somos os últimos da fila das reaberturas. Vai abrir tudo primeiro, depois que nós vamos abrir o clube”, diz Filho.
Clubes estão fechados desde 23 de março por conta do coronavírus em Ribeirão Preto
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Equilibrar as contas, no entanto, deve ficar cada vez mais difícil para o Clube de Regatas. Aos poucos, a inadimplência dos cerca de 30 mil associados está aumentando. Atualmente, 20% deles estão com os boletos atrasados, segundo o presidente.
Com a pouca circulação de visitantes e funcionários, o Regatas também está sofrendo com furtos e vandalismo. O presidente relata que os criminosos estão invadindo o clube pelo rio para furtar materiais da instituição.
De portas fechadas por conta do coronavírus, clube vê inadimplência dos associados aumentar em Ribeirão Preto
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Prejuízo
Os prestadores de serviços terceirizados dos clubes também sofrem com a pandemia de coronavírus. O Clube dos Comerciários deu férias para os funcionários e planeja suspender o contrato dos colaboradores terceirizados.
Sem perspectiva de melhora no futuro próximo, o Clube dos Comerciários deve ainda demitir 20% dos 45 funcionários, de acordo com a presidente da instituição, Regina Pessoti. “[Além da quarentena], vamos entrar na baixa temporada. Sendo assim, a frequência do clube já fica muito menor”, diz.
Fechado, clube suspende colaboradores terceirizados e planeja demitir funcionários em Ribeirão Preto
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O Magic Gardens também dispensou os prestadores de serviços terceirizados, mas não precisou demitir ou reduzir os salários dos funcionários até o momento. Para tentar contornar a crise financeira, a diretoria está apostando em descontos nas mensalidades dos associados e em mudanças na estrutura do clube.
“A gente esvaziou várias piscinas, desligou quase metade do clube, de energia que a gente gastava nas lanchonetes. A gente segurou uns seis investimentos que a gente estava fazendo, para sobreviver o máximo de tempo possível e segurar até a reabertura”, diz o presidente do Magic Gardens, Alexandre Balbo.
Fechado, clube dá desconto em mensalidades para tentar evitar inadimplência em Ribeirão Preto
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By Negócio em Alta