
De acordo com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), esse foi o primeiro caso aberto aprovado no Brasil autorizando uma grávida a ter acompanhante no momento do parto em meio a quarentena de Covid-19.
Parto foi realizado no dia 12 de abril, e a linda Zuma Ongoiba Daltoé nasceu com 3,470 kg
Divulgação
Depois que o Hospital Regional do Litoral, que fica em Paranaguá, no Paraná, decidiu proibir a entrada de acompanhantes durante os partos, por causa do coronavírus, Angélica Beatriz Hafenann, de 30 anos, ganhou na Justiça o direito à presença do marido durante o procedimento.
Como a gestação era de risco, ela não quis abrir mão de momento que planejou e tanto sonhou com o marido Suleman Moro, que também tem 30 anos. O casal não apresentava nenhum sintoma da Covid-19 e conseguiu parace
“Eu fiquei desesperada, chorei muito só de imaginar que passaria esse período sozinha, sem meu companheiro pra me ajudar. Durante toda a gestação nós planejamos como nos apoiaríamos no momento do parto”, disse Angélica.
O parto foi realizado no dia 12 de abril e deu tudo certo. Zuma Ongoiba Dalto nasceu com mais de 3,470 kg.
A decisão
Segundo a advogada Aline Vasconcelos, que defendeu Angélica no caso, foram vários dias até receber o parecer favorável.
Na decisão, o juiz da Vara da Fazenda Pública de Paranaguá disse que “a administração pública e seus gestores devem atuar ao máximo para que seja garantido um mínimo de dignidade aos administrados. Apesar de nenhum direito ser absoluto, a situação peculiar não pode servir de guarida para que pessoas sejam postas em episódios de constrangimento, medo e desamparo.”
De acordo com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), esse foi o primeiro caso aberto aprovado no Brasil autorizando uma grávida a ter acompanhante no momento do parto em meio a quarentena de Covid-19.
Veja mais notícias no G1 Paraná.
Sem categoria
