
Estudo comparou os cenários da cidade com a realidade de Sorocaba, do estado de São Paulo e do Brasil. Comitê da UFSCar apresenta análise sobre evolução do coronavírus em São Carlos.
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O comitê de controle e cuidados em relação ao coronavírus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) elaborou uma análise sobre o número de casos da Covid-19 em São Carlos (SP) com a realidade de Sorocaba (SP), do estado de São Paulo e do Brasil.
O levantamento levou em consideração os dados divulgados publicamente até o dia 4 de maio e demonstrou que as curvas do acúmulo do número de casos nos locais estudados estão em ascensão com ritmo de crescimento diferente.
Evolução da pandemia
Em relação a São Carlos, se verificou que a pandemia é mais recente e se encontra a uma taxa de crescimento mais ascendente do que a registrada no Brasil e no estado neste momento, ainda que menor que a de Sorocaba.
Já com relação à velocidade do crescimento, o presidente do comitê Bernardino Geraldo Alves Souto explica que a cidade se encontra em evolução mais lenta e que isso pode ser efeito da precocidade de implantação das medidas de isolamento social.
“Quanto menor o tempo acumulado desde o primeiro caso, e quanto mais rigorosas e precoces as medidas de isolamento social, mais lento é o acúmulo do número de casos até o momento presente, considerando a fase em que a epidemia ainda não alcançou seu ápice quantitativo”, afirma Souto.
Situação em São Carlos
Até domingo (10), a Vigilância Epidemiológica tinha registrado 40 casos positivos para a doença, com 3 mortes confirmadas e ainda duas mortes suspeitas em investigação.
Dos 40 casos positivos, 27 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 13 pessoas precisaram de internação devido ao coronavírus, 9 receberam alta hospitalar, 1 caso positivo continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Isolamento social
O presidente do comitê destaca que, apesar da redução nas taxas de crescimento relacionadas às medidas de isolamento social, a pandemia ainda está em fase de crescimento no país, no estado e nos municípios estudados, o que significa que ainda não alcançou seu ápice antes da fase de estabilização para posterior queda.
Souto também aponta que as taxas de isolamento social e a testagem diagnóstica precisam ser ampliadas para melhor controlar o crescimento do número de casos que ainda é exponencial. A população pode conferir os resultados do estudo na íntegra.
Segundo dados do Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP) do Governo de São Paulo, no sábado (9), a adesão ao isolamento social foi de 49%. Na sexta-feira (8), o índice foi de 46%, o menor desde o início da quarentena.
Casos de coronavírus no Brasil em 10/05
Cido Gonçalves/G1
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