Cidades do RJ adotam medidas mais restritivas para frear o avanço do coronavírus

Nos 11 primeiros dias de maio, a quantidade de infectados aumentou 76%. Em Niterói, a prefeitura determinou o isolamento obrigatório a partir desta segunda (11). Cidades do RJ adotam medidas mais restritivas para frear o avanço do coronavírus
No estado do Rio, prefeituras estão adotando medidas mais restritivas.
O coronavírus se alastrou pelo estado do Rio. Apenas dois municípios não têm casos confirmados. Mas as prefeituras de Trajano de Moraes e Duas Barras, na Região Serrana, investigam suspeitos.
Nos 11 primeiros dias de maio, a quantidade de infectados aumentou 76% e a de óbitos subiu ainda mais. Diogo Fabiano de Andrade, de 38 anos, é um dos 1.770 mortos no estado.
“Não estamos falando sobre números, não estamos falando sobre política, não estamos falando sobre dinheiro. Estamos falando sobre vidas, estamos falando sobre os nossos amores. Fiquem em casa, o vírus existe, a doença existe e ela é dolorosa em todos os sentidos. Protejam quem vocês amam”, desabafa Adrianne Medeiros, companheira de Diogo.
Uma necessidade é urgente: mais leitos nos hospitais públicos. Nesta segunda-feira (11) faltam 1.065, 447 deles são de terapia intensiva. Pacientes graves, que podem morrer sem tratamento adequado.
Diariamente, surgem situações de muita angústia. “Eu imploro: arranja UTI para o meu filho. Ele só tem 26 anos, ele está morrendo por falta de UTI”, pede Valdeneide Bezerra, mãe de paciente.
Algumas cidades do estado adotam medidas mais rígidas para conter o relaxamento da quarentena. Na capital, a prefeitura anunciou que, a partir desta terça (12), vai fechar áreas movimentadas de bairros das Zonas Norte e Oeste, só carros de moradores vão poder circular pelas ruas.
Bares, lanchonetes e restaurantes devem ficar com as portas fechadas. Mas os serviços de entrega continuam normalmente. E nas comunidades, apenas mercados e farmácias estão autorizados a funcionar.
Em Niterói, a prefeitura determinou o isolamento obrigatório a partir desta segunda (11). Quem fica na rua sem motivo pode ser multado em R$ 180. Barreiras provocaram engarrafamentos nos acessos à cidade. Guardas checavam a temperatura dos motoristas.
Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, apesar da interdição das ruas comerciais, algumas lojas de serviços não essenciais burlaram a fiscalização. E no balneário de Búzios, começa a valer o toque de recolher. Entre 23h e 6h, ninguém pode sair de casa.

By Negócio em Alta