Agricultores se adaptam para manter a produção durante a pandemia


Para os produtores de hortaliças da região de Curitiba, a falta de chuva também causou prejuízos na produtividade. Bloco 02 Caminhos do Campo (10/05/2020)
Produtores rurais do Paraná precisaram se adaptar na produção e no atendimento aos clientes para retomar os lucros durante a pandemia do novo coronavírus.
Em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, município que faz parte do cinturão verde e que abastece a capital com hortaliças, a pandemia afetou os negócios.
Com a queda nas vendas, parte dos trabalhadores teve que ser demitida, mesmo com a manutenção de programas da prefeitura que adquirem os produtos para doar para famílias pobres.
O setor turístico praticamente não recebe visitantes desde o início do isolamento social.
Antes desse período, as propriedades que oferecem produtos coloniais e refeições aos visitantes eram mantidas sempre lotadas principalmente nos finais de semana.
Em uma vinícola da região, que já teve produtos reconhecidos internacionalmente pela qualidade, o proprietário conta que investiu nas vendas online.
Apesar da queda no faturamento, Fernando Rausis reconhece que a hora ainda é de manutenção das portas fechadas.
“Nós precisamos ser responsáveis, neste momento, e entender que isso vai passar e que, quando a gente voltar com o convívio social, a gente vai estar mais forte e mais animado pra atender”, comenta.
Os produtores de hortaliças de Colombo relatam que, além da pandemia, também sofrem com a falta de chuva.
Parte da lavoura do agricultor Fernando Lazarotto é hidropônica e ainda não ficou sem água, mas a que está em uma parte de campo aberto tem sofrido com a estiagem.
“Não é possível atender 100% com irrigação porque são áreas grandes e, por isso, tivemos muito prejuízo”, diz.
Produção de hortaliças em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba
Reprodução/RPC
Lavouras no interior do estado
Na região de Londrina, na PR-445, rumo a Sertaneja, é difícil encontrar um pedaço de terra que não seja produtivo, às margens da rodovia. A época é considerada período de produção de milho.
O Paraná deve colher 15 milhões de toneladas do grão neste ano, somando a safra que já foi colhida e a que começa no fim do mês de maio.
A estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do estado (Seab) para este ano é que o milho renda aos produtores quase R$ 10 milhões.
Em um percurso pelas propriedades rurais do estado, a quilômetros de distância, é possível encontrar plantações de algodão.
Atualmente, as lavouras de algodão no Paraná são raridade, mas, no início da década de 1990, o estado chegou a ser o maior produtor de algodão do país, com 700 mil hectares dedicados à lavoura.
Em 1992, ano da maior safra de algodão no Paraná, começou também o declínio da cultura. Naquele ano, choveu muito durante a colheita e as sementes, que ficam dentro da pluma, brotaram trazendo queda de produtividade e de qualidade. S
Somando isso às pragas e à dificuldade de colheita, que era manual e que mobilizava um contingente enorme de trabalhadores rurais, os agricultores foram substituindo a cultura por outras de manejo mais fácil e com boa rentabilidade.
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By Negócio em Alta