
Sindicato do Ensino Privado do RS (Sinepe) recomenda que as instituições sigam orientações dos decretos municipais. Outras regiões do RS podem ter atividades retomadas em maio. Aulas nas redes pública e privada de Porto Alegre seguem suspensas até o 31 de maio.
Raphaela Auad / SMED PMPA
Com a prorrogação do decreto da prefeitura de Porto Alegre, as aulas presenciais de ensino infantil, fundamental, médio e superior, de instituições públicas e privadas seguem suspensas até 31 de maio na Capital.
O decreto municipal 20.562 ainda proíbe a retomada das atividades de cursos de idiomas, esportes, artes, culinária e similares. Só está permitido o ensino individual de música, dança e artes.
O Sindicato do Ensino Privado do RS (Sinepe) recomenda que os estabelecimentos de ensino da Capital sigam a orientação do município e continuem com as atividades remotas, que são realizadas desde o dia 19 de março, quando as aulas foram suspensas.
Retorno antecipado
Em outras regiões do estado, as aulas na rede privada poderão retornar ainda em maio, segundo anúncio do governador do RS, Eduardo Leite, na quinta (30).
Para o presidente do Sinepe, Bruno Eizerik, as medidas atendem aos anseios das instituições de ensino privado, especialmente naqueles municípios em que não há casos confirmados de coronavírus.
“A vida é o principal valor que temos que preservar, portanto, todas as medidas possíveis serão tomadas para que tenhamos uma volta tranquila e segura”, explica.
O decreto transitório, publicado nesta sexta (1º), dá autonomia aos prefeitos das cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre para, observando a realidade e os indicadores, e mediante justificativa, reabrir o comércio, além de dar detalhes sobre o funcionamento das aulas da rede pública e privada no estado.
Na primeira quinzena de maio, deve entrar em funcionamento o distanciamento controlado. Cada região será classificada de acordo com índices de contágio do coronavírus, a capacidade de atendimento hospitalar, junto com outras variáveis. As que apresentarem cenários menos arriscados, poderão flexibilizar atividades.
“Provavelmente esses decretos terão como base a análise dessas bandeiras e poderão ser atualizados conforme a velocidade de avanço do vírus, estágio de evolução da doença, incidência de novos casos e capacidade hospitalar de atendimento”, explica o presidente do Sinepe Bruno Eizerik.
O sindicato deve orientar as instituições para que, no retorno às aulas presenciais, avaliem as lacunas de aprendizagem dos alunos no período da quarentena e informem aos estudantes e à família sobre um calendário para a recuperação dos conteúdos.
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Atividades em casa
Segundo uma pesquisa realizada pelo Sinepe, 98,4% das instituições estão oferecendo atividades domiciliares aos seus alunos, dando continuidade, assim, ao ano letivo. Destas, 97,4% estão fazendo uso de plataformas online e aplicativos para transmitir conteúdos e 100% seguem com a interação entre aluno e professor por meio de recursos digitais.
Em relação aos conteúdos desenvolvidos neste período de quarentena, 96,2% das escolas afirmaram que estão apresentando novidades aos alunos, enquanto 3,1% estão revisitando o que já havia sido trabalhado.
Segundo o Sinepe, 58% das instituições informou que ainda não fez avaliações com os alunos durante as atividades domiciliares, e 42% o fazem por meio do envio de trabalhos, participação nos recursos tecnológicos, envio de questionários e outros recursos.
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Foto: Infografia/G1
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