Com lotação de leitos de Covid-19 na rede estadual de Mogi e Itaquaquecetuba, estado diz que pacientes podem ser transferidos

Hospitais atingiram a capacidade máxima nesta quarta-feira. Na quinta-feira, a situação melhorou um pouco no Luzia de Pinho Melo, mas lotação continuava na casa dos 90%. UTIs de hospitais estaduais de Mogi e Itaquaquecetuba tem 100% de ocupação
Diante da lotação dos leitos de UTI dos hospitais Santa Marcelina, de Itaquaquecetuba, e do Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, nesta quarta-feira (13), o coordenador de Gestão de Contratos da Secretaria de Estado de Saúde, Danilo Fiore, diz que os pacientes que precisarem de leitos nessas cidades poderão ser transferidos.
Nesta quinta-feira (14), a situação continuava a mesma em Itaquaquecetuba, enquanto em Mogi estava na casa dos 90%, segundo Fiore.
Ele explicou que os hospitais estão todos vinculados à Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross), então quando ele atinge a capacidade máxima, ele informa à Cross, para que os pacientes sejam encaminhados para outros serviços, sejam no Alto Tietê ou outros que tenham vagas, tanto na capital, quanto na região metropolitana.
“Esses números são dos leitos destinados à Covid-19. Todos os hospitais estão em plano de contingência e, se for necessário, eles podem abrir alguns poucos leitos adicionais”, pontua.
Ele destacou que a rede municipal de saúde também está vinculada à Cross e, quando ela a rede estadual atinge a plenitude, ela aciona a municipal e vice-versa.
O Santa Marcelina tem 53 leitos destinados aos pacientes com a Covid-19, sendo 13 de UTI e 40 de enfermaria. No Luzia são 51 leitos total, dos quais 18 são de UTI e 43 de enfermagem, enquanto o Regional de Ferraz conta com 29 no total, sendo 13 UTI e 16 enfermaria.
Fiore ressaltou ainda que esses números estão sendo ampliados. Em Itaquaquecetuba vai para 25 leitos, porque a situação é dinâmica. Havendo a necessidade, eles podem aumentar, mas também serem transferidos aos hospitais de campanha do Pacaembu e Ibirapuera, que são do governo de gestão estadual.
“A distribuição de leitos é muito dinâmica e vem sendo acompanhada diariamente pela pasta, porque ele oscila muito. Nos últimos dez dias a gente tem visto uma pressão muito grande, por isso mesmo que todos os hospitais estão em plano de contingência, para aumentar os leitos de UTI e trazer mais leitos para a rede de saúde. Os leitos clínicos nós temos a situação mais tranquila, a pressão é maior nos leitos de UTI”, ressaltou.

By Negócio em Alta