MPF investiga se secretário do Ministério da Saúde foi trabalhar, mesmo com Covid-19


Apuração atinge Secretário Especial de Saúde Indígena Robson Santos da Silva e chefe de gabinete dele. Segundo MPF, dupla esteve na sede da pasta e não usou proteção. Secretário especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Robson Santos da Silva
TV Brasil/Reprodução
O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) informou, nesta quinta-feira (14), que pediu uma investigação contra o Secretário Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde Robson Santos da Silva, e o chefe de gabinete dele. O órgão investiga se a dupla teria continuado a trabalhar presencialmente no órgão, sem usar proteção, mesmo após ter sido diagnosticada com o novo coronavírus.
A investigação deve ser conduzida pela Polícia Federal. De acordo com o MPF, os servidores podem responder por crime contra a saúde pública.
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Acionado pela reportagem, o Ministério da Saúde não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.
O pedido de investigação surgiu após uma denúncia apresentada ao MPF. Segundo o órgão, o objetivo da apuração é descobrir se os relatos são verdadeiros.
“Caso comprovadas, tais condutas, praticadas dentro do Ministério da Saúde, expuseram inúmeras pessoas ao contágio pela doença, infringindo as orientações de isolamento social para conter o avanço do vírus”, diz o MPF.
Ainda de acordo com o MPF, “a gravidade das circunstâncias também está ligada à fragilidade da saúde indígena, quando relacionada a doenças respiratórias. Os investigados podem responder por crime contra a saúde pública”.
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O prazo para conclusão do inquérito na Polícia Federal é de 90 dias, que podem ser prorrogados.
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By Negócio em Alta