
Aparelhos de desinfecção foram instaladas por meio de parceria firmada entre prefeitura e a empresa Neobrax, sem custos para a administração municipal. Anvisa não reconhece efetividade de cabines de desinfecção de São Sebastião
André Santos/ PMSS
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta quinta-feira (14) que não reconhece a efetividade de túneis ou cabines de desinfecção contra o coronavírus.
Questionado sobre a substância usada em duas cabines instaladas em São Sebastião, a clorexidina, o órgão respondeu que não tem produtos saneantes regulamentados para tal uso e que esses equipamentos não são objeto de regulação dela.
Os aparelhos de desinfecção foram instaladas por meio de parceria firmada entre prefeitura e a empresa Neobrax, sem custos para a administração municipal.
Segundo a Neobrax, fabricante dos sais da clorexidina que instalou as cabines na cidade, a substância é um sanitizante e a concentração utilizada na cidade é de 0,2%.
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Anvisa não recomenda túneis de desinfecção
São Sebastião instalou as cabines como corredores de desinfecção em áreas de fluxo constante. Quem passa pelo corredor de desinfecção, recebe a pulverização, que seria eficaz contra bactérias, fungos e alguns tipos de vírus, incluindo a Covid-19.
Em nota, a prefeitura de São Sebastião informou que a concentração utilizada nos boxes neutralizadores é regulamentada por uma resolução direta colegiada da Anvisa, que trata da concentração máxima autorizada de clorexidina para produtos de higiene pessoal.
A resolução mencionada pela administração é a nº 20 de 2012 que aborda o regulamento técnico sobre a lista de substâncias de ação conservante permitidas em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Ela não menciona o combate a nenhum tipo de vírus.
Segundo a gestão, as cabines serão mantidas.
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