Justiça Militar decreta prisão e quebra sigilos de PM que matou capitão dentro de batalhão em SP


Cabo da PM relatou que era assediada por oficial. Juiz mandou periciar redes sociais e aparelhos telefônicos da vítima e da acusada para obter informações sobre o crime. Capitão Marcos Ono Honda foi alvejado por uma colega com dois disparos e não resistiu aos ferimentos na manhã de terça-feira (12)
Reprodução/Redes Sociais
A Justiça Militar de São Paulo decretou a prisão preventiva de uma cabo da Polícia Militar de São Paulo que matou a tiros um capitão dentista dentro de um quartel na última terça-feira (12). A policial foi presa no momento do crime e relatou, em depoimento, que vinha sendo assediada pelo oficial e que agiu em sua própria defesa.
O crime ocorreu na manhã de terça dentro do 3º Batalhão de Polícia de Choque, localizado na rua Amambaí, na Vila Maria, na Zona Norte da capital paulista. O capitão Marcos Honda foi alvejado por dois tiros no abdômen e no pulso, e não resistiu.
Em decisão publicada nesta quinta-feira (14), o juiz militar Ronaldo Roth relaxou a prisão em flagrante feita pela Corregedoria da Polícia Militar, por ter entendido que houve ilegalidade no ato, que não foi informado posteriormente à Justiça e aos superiores, mas decretou a prisão preventiva da policial acusada do assassinato, entendendo que a liberdade dela colocava em risco o andamento das investigações.
O magistrado também determinou a busca e apreensão de celulares e computadores pessoais e de serviço da vítima e da cabo da PM, na tentativa de elucidar as causas do crime.
A decisão judicial determina a quebra de sigilo de redes sociais e de redes de trocas de mensagens pela internet do capitão da PM e da cabo, além de perícia nos celulares apreendidos, buscando verificar a denúncia feita pela policial de que era assediada pelo capitão.
Segundo o juiz, o objetivo é colher mais informações sobre o crime e também verificar a possibilidade de participação de outra pessoa no caso.
Em primeiro depoimento, a cabo da PM disse que já havia denunciado o capitão por assédio e pedido a transferência para outra unidade da corporação. A investigação da Corregedoria da PM e do Ministério Público Militar querem apurar se isso é verdade e quando ocorreu.
Cabo da PM atirou e matou capitão na sede do 3o Batalhão, sede da Tropa de Choque, na Zona Norte de São Paulo
Reprodução/Google Maps

By Negócio em Alta