Pessoas não respeitam isolamento social no Tabuleiro do Martins, em Maceió

Bairro é um dos que estão com maior incidência de casos de Covid-19 na capital alagoana. Moradores do Tabuleiro não seguem recomendações de isolamento social
Mesmo com o decreto estadual que determina o fechamento de estabelecimentos comerciais, o uso de máscaras e o isolamento social, moradores do Tabuleiro do Martins, em Maceió, não respeitam as medidas para combater ao coronavírus. Até quarta-feira (13) mais de 100 casos foram registrados na região, ele é um dos locais com maior incidência de casos confirmados em Maceió.
No bairro é possível ver pessoas andando na rua sem máscara, sentados nas calçadas, andando de moto, carros, bicicleta e até carroça, como se nada estivesse acontecendo. Estabelecimentos não autorizados estão funcionando normalmente, como barbearias.
Os moradores que seguem as recomendações estão preocupados com aqueles que não estão.
“Eles não estão preocupados com mortes, com número de leitos do hospital. Quem tá fazendo a sua parte se preocupa com o que vai acontecer daqui pra frente“ disse o autônomo José Edivaldo da Conceição, que mora no bairro há 10 anos.
No Benedito Bentes, que concentra o maior número de casos da parte alta da cidade, a situação é a mesma. Pessoas circulando como se nada estivesse acontecendo.
Esse relaxamento tem como consequência a superlotação dos postos de saúde. Algumas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão trabalhando no limite. É o caso da UPA do Benedito Bentes, que não tem mais leitos clínicos.
Em entrevista coletiva, o secretário de Saúde do Estado Alexandre Ayres demonstrou preocupação com o aumento dos casos e com as pessoas que não se preocupam com o contágio do novo coronavírus, e não estão cumprindo as regras de isolamento social.
“Nós parabenizamos as pessoas que estão fazendo a sua parte, mas é preocupante que muita gente ainda não leve a sério, pois o risco é grande. Nós já estamos fazendo fiscalizações, mas vamos apertar o cerco em torno de quem não está cumprindo as determinações, porque se todo mundo adoecer ao mesmo tempo, não vai ter leitos suficientes”, explicou o secretário.
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By Negócio em Alta