O hospital de campanha de Água Lindas de Goiás custou R$ 15 milhões, tem 200 leitos e foi construído em 15 dias. Mas ainda não tem data para começar a funcionar. Em GO, hospital de campanha construído pelo governo federal não tem data para abrir
Em Goiás, um hospital de campanha construído pelo governo federal ainda não tem data para entrar em operação.
O Ministério da Infraestrutura construiu o hospital de campanha de Água Lindas de Goiás em 15 dias. Custou R$ 15 milhões e tem 200 leitos. É o primeiro desse tipo erguido pelo governo federal e serve de modelo para outros estados.
O hospital deveria atender pacientes com Covid-19 de 33 cidades do entorno de Brasília, mas a obra, visitada pelo presidente Jair Bolsonaro em abril, continua de portas fechadas.
Pelo acordo, logo depois de a estrutura ficar pronta, o Ministério da Saúde repassaria o hospital para o governo do estado de Goiás, que é responsável pela compra de equipamentos, mas também pela contratação de médicos e enfermeiros. Mas o governo do estado reclama que não recebeu oficialmente o hospital. Nem os leitos de UTI, uma promessa do governo federal.
“Haviam prometido 40 leitos de UTI. Infelizmente, disseram a nós que não terão como entregar os 40 leitos de UTI e nem os respiradores, o que está nos preocupando sobremaneira numa região muito fragilizada”, diz o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).
O Ministério da Saúde disse que o hospital está em “fase de recebimento” pelo governo de Goiás. E que uma vistoria técnica foi feita na terça-feira (12), junto com o Ministério da Infraestrutura, responsável pela obra. Mas não informou quando a transferência vai acontecer de fato.
Enquanto isso, quem precisa de atendimento tem de ir a Brasília. Foi o caso da fisioterapeuta Eliara Oliveira da Costa, que recebeu alta na terça-feira. “Procurei o hospital de Águas Lindas e, infelizmente, a médica disse que teria de me transferir, porque aqui na cidade não tem o atendimento necessário para um portador de Covid”, conta.
E a cidade teme não dar conta do atendimento de pacientes com o aumento de casos da Covid-19.
“Se precisar de um leito de UTI, ou um suporte avançado, que é o caso que vai ser a unidade de campanha de Águas Lindas, nós temos que encaminhar para Goiânia. Se 20% precisasse, nosso sistema já entraria em colapso”, afirma o prefeito de Águas Lindas de Goiás, Hildo do Candango (PTB).
Sobre as UTIs, o Ministério da Saúde respondeu que todos os leitos são adaptáveis, com tubulação e suporte para respiradores.
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