Ex-coordenador de campanha de Trump que estava preso é solto por ser vulnerável ao coronavírus


Paul Manafort passará a cumprir a sentença em sua casa; ele foi investigado no processo sobre a interferência da Rússia na campanha presidencial de 2016 nos EUA. Paul Manafort chega ao tribunal federal
Reuters/Jonathan Ernst
Paul Manafort, que foi o coordenador de campanha de Donald Trump na campanha presidencial nos Estados Unidos e foi condenado por fraude financeira, foi solto de uma penitenciária federal para cumprir o resto da pena em domicílio nesta quarta-feira (13).
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Ele estava preso na Pensilvânia, e saiu por causa da epidemia de Covid-19, de acordo com seu advogado. Os representantes dele haviam pedido à administração penitenciária para que ele pudesse sair porque ele tem 71 anos e é vulnerável, segundo o seu advogado, Todd Blanche.
Manafort foi hospitalizado em dezembro por causa de uma doença do coração.
Ele foi uma das primeiras pessoas processadas pelo promotor especial Robert Mueller, que investigou as tentativas da Rússia para influenciar as eleições nos EUA e uma possível ligação com a campanha de Donald Trump.
Manafort foi processado em duas cortes federais. Na primeira ele foi condenado, e na segunda, se declarou culpado.
Ele ganhou milhões de dólares como um consultor político na Ucrânia, onde dava assistência a quem fosse a favor da Rússia naquele país. Os promotores dos EUA provaram que ele sonegou mais de US$ 6 milhões em impostos em contas de bancos em paraísos fiscais.
O juiz de um dos casos ainda o repreendeu por usar o dinheiro para gastar em roupas caras e imóveis.
Em março do ano passado, ele foi processado pela Justiça estadual em Nova York por dar informação falsa em um documento em que pedia um empréstimo.
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Há uma pressão de ativistas para que se solte detentos de baixo risco por receio de surtos em prisões.
O procurador geral William Barr deu ordem ao Birô de Prisões em março e abril para aumentar o uso de prisão domiciliar, e acelerar a soltura de presos de baixo risco.
Não há regras claras sobre a decisão de quem pode passar a cumprir a pena em casa e quem deve permanecer nas cadeias.
Até agora, 50 presos morreram. Há cerca de 3.000 infectados, além de 260 funcionários com a doença.
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By Negócio em Alta