
Caso está em investigação. Iapen também aponta que 14 servidores testaram positivo para o novo vírus; outros 30 têm sintomas e 42 foram afastados porque são do grupo de risco. Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen)
Caio Coutinho/G1
A direção do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) anunciou nesta segunda-feira (11), que um detento foi notificado como suspeito de estar com Covid-19. Entre os servidores, 14 testaram positivo para o novo coronavírus, e 30 estão com sintomas da doença.
No início da pandemia, outros 42 servidores foram afastados das atividades por fazerem parte do grupo de risco.
O preso com suspeitas de estar infectado foi levado para fazer exame na Unidade Básica de Saúde (UBS) Lélio Silva, no bairro Novo Buritizal – “porta de entrada” de atendimento de casos da doença na Zona Sul de Macapá – e aguarda o resultado.
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De acordo com o diretor do Iapen, Lucivaldo Costa, esse detento foi isolado e só tem contato com a equipe de saúde.
“Esse preso, de acordo com os protocolos feitos no plano de contingência, está isolado em uma cela individual. O quadro dentro do sistema prisional, se tratando da massa carcerária, é positivo ainda. Pois, até o momento, não temos nenhum preso confirmado”, declarou.
Lucivaldo Costa, diretor do Iapen
Caio Coutinho/G1
A situação também preocupa a classe dos policiais penais. A Associação dos Policiais Penais do Amapá (Aspolpen-AP) pediu para a administração do presídio, no dia 6 de maio, a disponibilização de protetores oculares e de face para os agentes. Porém, segundo o presidente Jailson Mafra, o pedido ainda não foi atendido.
“A portaria da administração fala da necessidade do uso de protetor ocular, porém nós não recebemos esse protetor ocular. Quando vamos abrir a grade da cela ficamos menos de um metro da concentração de pessoas então precisamos do equipamento”, disse.
Jailson Mafra, presidente da Associação dos Policiais Penais do Amapá
Jailson Mafra/Aspolpen-AP
A Comissão Especial de Acompanhamento Carcerário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encaminhou na primeira quinzena de abril um documento à direção do Iapen onde pede informações sobre oferta de atendimento médico, medicamentos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no presídio.
Em resposta, a direção disse que possui 10 enfermeiros, 7 técnicos em enfermagem e uma farmacêutica, entre efetivos e de contrato, no quadro da instituição. Não há médico efetivo. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) disponibiliza o profissional para atendimentos na penitenciária 3 vezes por semana.
A administração informou ainda que ampliou a aquisição de materiais de limpeza e EPIs, e que adotou outras medidas de higiene.
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