
Pedido foi feito pelo Conselho Regional de Medicina no dia 17 de abril, mas ele ainda não foi atendido. Linha de Frente: profissionais de saúde adotam medidas para evitar proliferação da Covid-19
O Conselho Regional de Medicina do Amapá (CRM-AP) solicitou, há quase um mês, às Secretarias de Saúde de Macapá e do Estado que providenciem um hotel aos profissionais da saúde que estão atuando no combate à pandemia do novo coronavírus.
O pedido foi enviado no dia 17 de abril, mas o órgão representante da classe médica declara que ainda não obteve resposta.
Em entrevista ao JAP1 desta segunda-feira (11), a secretária-adjunta de enfrentamento da Covid-19 Maracy Andrade afirmou que o governo está em tratativas. Ela ressaltou que o hotel que receberá os profissionais já foi escolhido e que o pedido deve ser atendido até o fim da semana. Confira a entrevista a seguir, aos 36 minutos e 40 segundos:
Assista ao JAP1 na íntegra 11/05/2020
O presidente do CRM-AP, Eduardo Monteiro de Jesus, destacou que a medida é importante para saúde dos profissionais e familiares.
“Até o presente momento nós não temos nenhuma informação que isso foi concretizado. Esperemos que isso ocorra o mais breve possível, e assim dar uma maior tranquilidade aos profissionais da linha de frente e seus familiares”, disse.
Clínica geral, Rejane Marques
Rede Amazônica/Reprodução
Enquanto isso, médicos vão resolvendo a situação por conta própria. É o caso da clínica geral Rejane Marques. Ela testou positivo para Covid-19 ao trabalhar no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Corpo de Bombeiros, mas por estar isolada não transmitiu o vírus à família.
“Tive que fazer uma mudança radical na minha vida desde a chegada desse vírus. Meus pais estão isolados em outra casa para que não se contaminem. Porque quem trabalha na linha de frente qualquer momento pode ser contaminado, como aconteceu comigo. Por sorte, quando fui infectada eles já não estavam morando comigo”, detalhou a profissional.
Fonoaudióloga Roberta Sussuarana e o ginecologista Romero Amorim
Rede Amazônica/Reprodução
A medida já é adotada por alguns profissionais da saúde devido a indicação para evitar a probabilidade de contaminação dos familiares. O casal Roberta Sussuarana, fonoaudióloga, e o ginecologista Romero Amorim morava na casa dos pais dela, mas eles se mudaram por conta da saúde dos idosos.
“Imediatamente tomamos a decisão de nos mudarmos da casa deles para que eles pudessem realmente ficar em isolamento”, disse a fonoaudióloga.
“Tendo em vista a nossa rotina de trabalho, dos atendimentos aos pacientes, dos plantões que prestamos à maternidade e não poderíamos deixar de prestar esse serviço para população. E por eles [sogros] estarem no grupo de risco essa foi a melhor decisão para protegê-los”, completou Amorim.
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