Operação é resultado de uma investigação que apura fraudes na compra dos aparelhos para o governo catarinense. Polícia cumpriu 35 mandados de busca e apreensão no RJ, em SP, MT e em SC. Polícias de quatro estados fazem operação para combater fraudes na venda de respiradores
A polícia fez neste sábado (9) uma operação em quatro estados contra uma quadrilha acusada de fraudes na compra de 200 respiradores para o governo de Santa Catarina.
A polícia foi para a rua assim que o dia amanheceu para cumprir 35 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e em Santa Catarina.
No Rio, policiais apreenderam equipamentos de proteção individual, usados por equipes de saúde nos hospitais, e peças para respiradores, equipamentos fundamentais para os pacientes da Covid-19.
A operação é resultado de uma investigação que apura fraudes na compra dos aparelhos para o governo catarinense.
Em março, o estado comprou de forma emergencial, sem licitação, 200 respiradores que serviriam para equipar novos leitos de UTI e pagou o valor integral adiantado: R$ 33 milhões. Os equipamentos deveriam ter chegado no começo de abril, mas até agora nada.
O secretário da Saúde que autorizou a compra, Helton de Souza Zeferino, pediu exoneração do cargo, dias depois que o caso veio à tona. Em depoimento, ele falou que a Casa Civil teve participação direta na escolha da empresa. Neste sábado, a secretaria foi um dos alvos da operação e o secretário Douglas Borba prestou depoimento à polícia.
“O que é possível apurar até o momento é uma organização criminosa que agiu mediante um esquema de corrupção que envolve agentes públicos, falsidade ideológica de documentos oficiais, utilização de empresas de fachadas administradas por interpostas pessoas, lavagem de dinheiro e outras infrações”, destaca Fernando da Comin, procurador-geral de Justiça – SC.
Em nota, a Secretaria da Casa Civil apenas confirmou que o secretário Douglas Borba foi convidado a prestar esclarecimentos à polícia.
Também em nota, o governo de Santa Catarina disse que apoia as investigações. A empresa contratada, Veigamed, afirmou que não pratica e nunca praticou superfaturamento em suas negociações e garantiu que os equipamentos estarão à disposição dos que precisam muito em breve.
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