Polícia Federal revela que ex-ministro de Bolsonaro estava envolvido em esquema de corrupção

A Polícia Federal (PF) descobriu diálogos que mencionam possíveis pagamentos ilegais de propina de uma organização envolvida na polêmica dos descontos indevidos em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para José Carlos Oliveira, ex-presidente do INSS e ex-ministro da Previdência no governo de Jair Bolsonaro.

Oliveira, que fez carreira no INSS e se aposentou recentemente, ocupou o cargo de diretor de Benefícios antes de assumir a presidência do instituto. Durante sua gestão, ele assinou diversos acordos com entidades ligadas ao esquema fraudulento que prejudicava os aposentados.

A PF declarou: “Como diretor de Benefícios e posteriormente como ministro, Oliveira autorizou repasses ilegais e aceitou vantagens indevidas”.

Conforme as investigações, as mensagens revelaram a estreita relação do ex-ministro com Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, e Cícero Marcelino, operador da entidade.

“Em diversas situações, os investigados se referiam a ele [Oliveira] como ‘São Paulo’, discutindo pagamentos e apoio político necessário para evitar a suspensão do ACT e auditorias do INSS. Conversas interceptadas em fevereiro de 2023 mostram Cícero mencionando que ‘São Paulo’ já estava na planilha e que o cheque já havia sido depositado, indicando pagamentos sistemáticos de propina a José Carlos”, informou a PF.

A PF também revelou que Oliveira era conhecido por operadores da Conafer como Yasser. Após se converter ao islamismo e mudar seu nome para Ahmed Mohamad de Oliveira, o ex-ministro declarou, durante depoimento à CPMI do INSS, ter um forte sentimento em relação à Palestina. O apelido Yasser pode ser uma alusão a Yasser Arafat, líder da Autoridade Palestina falecido em 2004.

By Negócio em Alta

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