O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, concedeu autorização para a realização de um exame de ultrassom no ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A solicitação da defesa foi feita para verificar a existência de hérnia inguinal bilateral. O médico Bruno Luís Barbosa foi autorizado a realizar o exame no local onde Bolsonaro está detido desde o dia 22 de novembro.
Na decisão, Moraes destacou que as visitas dos médicos cadastrados do ex-presidente não necessitam de comunicação prévia, desde que sigam as normas legais e judiciais estabelecidas anteriormente.
Nova solicitação após negativa para cirurgia
O pedido de realização do ultrassom foi feito após o ministro considerar que os documentos apresentados pela defesa para solicitar uma nova cirurgia eram antigos. Ele determinou que a Polícia Federal realize uma perícia médica oficial para avaliar a necessidade de intervenção cirúrgica, dentro de um prazo de 15 dias. A defesa de Bolsonaro pediu autorização para procedimentos cirúrgicos em um hospital de Brasília e para que o ex-presidente permaneça lá pelo tempo necessário para a recuperação adequada.
Moraes ressaltou que os exames médicos apresentados pela defesa não eram recentes e que a última análise foi feita há três meses, sem indicação de cirurgia imediata na época.
Após a primeira decisão do ministro, a defesa apresentou um pedido médico atualizado e específico, solicitando urgência na realização do ultrassom para verificar a hérnia inguinal bilateral. Os advogados enfatizaram a importância dos exames atualizados para facilitar a instrução pericial oficial, sem a necessidade de deslocamento de Bolsonaro.
O documento requeria a entrada do médico Bruno Luís Barbosa Cherulli na Superintendência da Polícia Federal com um equipamento portátil de ultrassom para realizar os exames necessários.
