EBAC – Excelência em Jogo Responsável – ultrapassa 34 mil acolhimentos de apostadores em 2025.

A regulamentação do setor de apostas no Brasil gerou benefícios e desafios para as empresas que atuam no setor, as chamadas bets. Ao mesmo tempo que promoveu a segurança jurídica e a integridade, beneficiando as casas legalizadas, também impôs custos altos de licenciamento e operação, além do aumento da tributação, forçando uma concorrência desigual com sites de apostas clandestinas.

De acordo com lista atualizada pelo Governo Federal, em outubro de 2025, existem hoje no país cerca de 187 bets legalizadas e o número aumenta conforme a implementação das novas regras avança.  No entanto, pelo relatório da Yield Sec, há 2.316 sites ilegais em funcionamento, o que representa um risco alto na prática da atividade sem os devidos dispositivos de segurança ao apostador, exigidos hoje pela lei.

A EBAC – Excelência em Jogo Responsável – encerrou novembro de 2025 com 34.445 acolhimentos, realizados ao longo do primeiro ano sob as novas regras de regulamentação do mercado de apostas no Brasil. O número corresponde ao atendimento a 24 marcas já em atividade e reforça o papel da instituição como referência em acolhimento de apostadores em risco e no suporte estrutural às operadoras em um ambiente regulado cada vez mais exigente.

Segundo o CEO da EBAC, Ricardo Magri, o primeiro ano de regulamentação demonstrou que o compromisso com o Jogo Responsável deixou de ser apenas diretriz e passou a influenciar diretamente as práticas do setor.  “A regulamentação abriu espaço para um ecossistema mais seguro e os resultados reforçam que estamos no caminho certo ao priorizar o cuidado com o apostador”, afirma o executivo.

O crescimento expressivo da demanda levou a EBAC a desenvolver um sistema próprio de gerenciamento de casos, capaz de acompanhar em tempo real o status e a condução de cada acolhimento. A plataforma permite que os operadores tenham visibilidade completa do fluxo de atendimento, desde o primeiro contato até os desdobramentos clínicos e educacionais, garantindo rastreabilidade, agilidade e padronização dos processos.

Uma parcela significativa dos acolhimentos evoluiu um programa estruturado, o Compulsafe. Trata-se de uma jornada psicoeducacional com duração de até oito semanas, que promove encontros on-line em grupos de até 20 pessoas e aborda temas como compreensão do transtorno do jogo, organização financeira, identificação de gatilhos, regulação emocional, fortalecimento de redes de apoio, prevenção de recaídas e construção de um plano de vida mais equilibrado.

Para o psicólogo e diretor de conhecimento da EBAC, Cristiano Costa, os resultados mostram uma mudança significativa na forma como o mercado e os apostadores compreendem o risco. “Percebemos um aumento da consciência sobre os primeiros indícios da compulsão, o que previne o agravamento do quadro. Quando vemos o tempo e dinheiro gastos com apostas, a substituição de atividades sociais, as tentativas repetidas de recuperar perdas e a dependência de ganhos para despesas básicas, já estamos no nível de intervenção imediata”, explica.

Além do atendimento direto ao apostador, a EBAC tem ampliado sua atuação no campo da conformidade regulatória e em 2025 a empresa lançou um sistema que automatiza a adequação das operadoras às exigências da nova portaria de Jogo Responsável, ferramenta que vem sendo utilizada como apoio fundamental nos processos de certificação. A iniciativa rendeu à EBAC o prêmio de “Melhor Iniciativa de Jogo Responsável” no BiS Awards 2025 e a empresa já se prepara para concorrer novamente na premiação em 2026.

Com um primeiro ano de regulamentação marcado por números expressivos e avanços estruturais, a EBAC projeta uma expansão qualificada em 2026, com aprimoramento contínuo dos métodos, ampliação da capacidade de acolhimento e fortalecimento das frentes de prevenção, educação e conformidade.

Claudia Campanha
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By Negócio em Alta