Do VAR à análise de desempenho, como os recursos digitais transformaram o esporte sem substituir a essência humana.
A evolução tecnológica mudou radicalmente a forma como o futebol é jogado, assistido e administrado. Waldisnei da Cunha Amorim destaca que, se antes o esporte dependia quase exclusivamente da percepção humana, hoje os recursos digitais ampliaram o campo de visão, ajudaram na justiça e elevaram a experiência do torcedor.
VAR: precisão e polêmica
O VAR (árbitro de vídeo) talvez seja a inovação mais visível. Criado para corrigir erros claros e decisivos, trouxe mais justiça, mas também polêmicas sobre a demora nas decisões. Waldisnei da Cunha Amorim reforça que o VAR deve ser ferramenta de apoio, não substituto da arbitragem central. “A tecnologia pode corrigir o erro, mas a autoridade e a leitura do jogo ainda pertencem ao árbitro”, afirma.
Monitoramento físico e prevenção de lesões
Outro avanço está no uso de sensores, GPS e inteligência artificial para medir desempenho de atletas em tempo real. Distâncias percorridas, aceleração, batimentos cardíacos e desgaste físico são analisados para evitar lesões e aumentar a eficiência nos treinos. Para Waldisnei da Cunha Amorim, esse recurso traz mais longevidade às carreiras e melhora a gestão de elencos.
Inteligência artificial na análise tática
Softwares de IA permitem estudar padrões de passes, movimentações e até prever tendências de jogo. Clubes que adotam essa tecnologia conseguem ajustar estratégias com base em dados objetivos. Segundo Waldisnei da Cunha Amorim, essa análise “democratiza o conhecimento, já que até equipes menores podem acessar insights que antes estavam restritos a departamentos milionários”.
Experiência do torcedor e transmissão
A tecnologia também transformou a forma como o público acompanha o futebol. Câmeras em 360°, realidade aumentada e estatísticas em tempo real aproximam o torcedor da dinâmica de campo. Waldisnei da Cunha Amorim observa que esse movimento fortalece o vínculo com o espetáculo e cria novas oportunidades comerciais para os clubes.
Desafios éticos e equilíbrio
Apesar dos benefícios, há desafios: excesso de pausas, risco de “robotização” das decisões e custos elevados. Para Waldisnei da Cunha Amorim, o futuro do futebol depende do equilíbrio: “É preciso usar a tecnologia como aliada, sem deixar que ela roube a emoção e a espontaneidade que fazem do futebol o esporte mais popular do mundo.”
