Por meio de chamadas pela internet, com gargalhadas ou conversas, eles buscam ajudar as pessoas afetadas pela falta do contato afetivo. Voluntários criam métodos para levar carinho para as pessoas durante isolamento social
Na quarentena de prevenção do coronavírus, a falta de contato afetivo é um dos dilemas para a sociedade. Para amenizar a distância e levar carinho para as pessoas que estão sofrendo com o distanciamento social, voluntários de uma companhia de palhaços adotaram diversas iniciativas.
Stephany Lucherini é voluntária da Cia Clown Fusão de Mogi das Cruzes e conta que dar boas gargalhadas, ainda que por meio da internet, foi a maneira encontrada para continuar divertindo as crianças durante o período de isolamento social.
“Quando começamos este projeto, não imaginamos como seria desafiador, porque uma coisa é entrarmos em um ambiente de hospital e termos aquele contato físico e outra é ligarmos para alguém e entrarmos no ambiente da casa da pessoa. De repente, às vezes a pessoa nos atende de pijama, super à vontade. É desafiador porque temos que nos recriar, preparar piadas, a expressão corporal tem que estar muito boa, para poder alcançar a pessoa de longe”, explica a voluntária.
O grupo atua na região há cerca de 10 anos com visitas em hospitais e instituições sociais. Por causa da pandemia, os atendimentos presenciais foram suspensos e, então, surgiu a ideia de fazer o trabalho on-line.
As famílias podem solicitar a visita feita por chamada de vídeo e cada atendimento dura em média 30 minutos. “Para família, casal, idosos, crianças, quem quiser receber, estamos dispostos a atender”, conta Stephany Lucherini.
O gesto de carinho chegou à casa de uma família em Arujá. Cleane Vital é professora e mãe de dois filhos, Dante de 3 anos e Ísis de 4 meses. Com a quarentena, Cleane percebeu que o filho estava sentindo falta da rotina.
“O Dante super adorou a interação, no começo ficou mais tímido, agora está super a vontade com as câmeras, por conta da participação dele com a Cia Clown Fusão. A visita foi muito legal porque foi diferente do que estávamos tentando fazer aqui, então geralmente temos uma rotina normal. Às vezes temos uma coisa diferente, uma brincadeira, mas visitas por vídeo-chamada foi a primeira vez e foi legal. Meu filho nunca tinha ido ao circo, então foi super bacana”, conta Cleane Vital.
O isolamento social não significa distanciamento emocional. A internet tem sido uma ferramenta útil para aproximar as pessoas. Graziela Chammou, publicitária, encontrou uma forma simples de ajudar aqueles que precisam de atenção pelas redes sociais e divulgou o serviço em grupos de aplicativos.
“A minha postagem foi basicamente assim, se você tem um idoso que está cansado e quer alguém para conversar, esta aí meu número de telefone, pede para a pessoa entrar em contato comigo, eu vou adorar bater papo e fazer alguma coisa que ajude a pessoa a se sentir bem em plena quarentena. Na minha cabeça é inconcebível alguém não ajudar”, diz.
Initial plugin text
Sem categoria
