
Douglas Sant’anna, que trabalha com logística humanitária, é carioca e volta a Minas para ajudar em mais uma tragédia: mais de 2 mil pessoas já receberam seu auxílio. Carioca Douglas Sant’Anna (de blusa azul): de volta a Minas para ajudar na distribuição de doações
Divulgação / Projeto Máscara Social
Barragem de Fundão, Mariana, 2015. Córrego do Feijão, Brumadinho, 2019. Duas tragédias recentes que ocorreram em Minas Gerais e marcaram a vida do carioca Douglas Sant’Anna da Cunha, de 35 anos. Ele mora em Resende, no interior do Rio de Janeiro, e trabalha com logística humanitária, fazendo gestão de recursos e/ou suprimentos doados em casos de grandes desastres. Esteve em Minas para ajudar no apoio às famílias atingidas pelo rompimento das duas barragens. E agora decidiu retornar ao estado, durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus. Desta vez, para coordenar um trabalho voluntário que já doou mais de 2 mil máscaras. E muitas outras já estão sendo preparadas.
Comunidades carentes estão sendo beneficiadas pelas doações.
Divulgação / Projeto Máscara Social
Os beneficiários são moradores de Mariana, local onde Douglas trabalhou durante o rompimento da barragem de Fundão, em novembro 2015, quando 19 pessoas morreram, e que devastou o município de Bento Gonçalves (clique aqui para relembrar).
Quatro anos depois, ocorreu o rompimento da barragem do Córrego do Feijão. Por indicação da prefeitura de Mariana, foi convidado por Brumadinho para trabalhar como consultor e ajudar na logística para a distribuição de doações. Na tragédia, ocorrida em janeiro de 2019, 259 pessoas morreram – 11 pessoas seguem desaparecidas (clique aqui para relembrar).
Douglas trabalhou como voluntário em Mariana, em 2015…
Arquivo pessoal
… e em Brumadinho, em 2019.
Arquivo pessoal
“O projeto é feito por parcerias, doadores, voluntários, todos unidos transformando solidariedade em apoio a quem precisa. Nossa prioridade é atender a população do grupo de risco e da periferia, atuamos com analise de demandas previamente e que vão se ampliando a cada dia. Nossa vontade é de ajudar a todos, infelizmente ainda não podemos, por isso trabalhamos para ajudar o maior número possível”, destacou Douglas Sant’Anna.
Para a primeira leva, voluntários doaram 121 metros de tecido; 321 metros de TNT; 285,4 metros de elástico e muitos outros insumos para confecção das máscaras, embaladas em pacotinhos plásticos que também foram doados. Trabalho que enche Douglas de orgulho.
Voluntário cortando tecido
Divulgação / Projeto Máscara Social
“Em 2015, vim como voluntário. Prestei consultora à prefeitura de Mariana nos processos humanitários. Acabei ficando quatro meses. Voltei pra Resende e, em 2019, fui convidado para ajudar em Brumadinho. Agora, em Mariana, o trabalho começou com uma doação própria, de 17 retalhos de pano, que viraram 200 máscaras”, contou Douglas Sant’Anna.
Uma empresa doou 1.000 cortes de máscaras de TNT
Divulgação / Projeto Máscara Social
Segundo ele, o projeto inicial era entregar as doações para pessoas vulneráveis, moradores de periferia. Mas o projeto cresceu e ganhou apoio de empresas. Famílias dos bairros Santa Clara, Santa Rita de Cássia, Cabanas, São José, São Gonçalo, São Cristóvão e Santo Antônio, entre outros, receberam os primeiros 1318 kits, com duas máscaras. Lar de idosos, por exemplo, estão recebendo proteção de máscaras descartáveis. E a produção não para. Nem pode. Mais duas mil já foram cortadas e, em breve, serão doadas.
Para doações e mais informações, acesse o site do projeto.
Voluntária ajuda na entrega das máscaras em bairros da cidade histórica
Divulgação / Projeto Máscara Social
Doações ocorrem, também, para moradores da zona rural
Divulgação / Projeto Máscara Social
Sem categoria
