Vendas de veículos caíram 64% em abril e maio no AP; comércio on-line amenizou perdas, diz setor


Com prédios fechados, a negociação entre vendedores e clientes partiu para as redes sociais, sites e aplicativos de mensagem. Vendas de veículos no Amapá são feitas de forma on-line
John Pacheco/G1
Sentindo diretamente os impactos das medidas restritivas do novo coronavírus, o setor de vendas de carros no Amapá contabilizou alta no comércio de veículos novos em maio na comparação com abril, porém os números foram preocupantes na comparação com 2019, onde a redução supera os 60%.
Ao longo de 70 dias de quarentena, as concessionárias do estado apostaram no comércio digital para manter o fôlego no período. Com prédios fechados, a negociação entre vendedores e clientes partiu para as redes sociais, sites e aplicativos de mensagem.
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Em abril e maio, as vendas de automóveis e comerciais leves (furgões e picapes) foram 64% menores que nos mesmos meses do ano passado, de acordo com dados a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que representa a categoria.
Concessionárias estão com atendimentos presenciais suspensos
EPTV/Reprodução
Nos dois últimos meses foram 415 emplacamentos contra 1.156 em 2019. Otaciano Pereira Júnior, diretor regional da Fenabrave no Amapá, diz que as concessionárias não cogitam demissões ou redução de quadro pelos próximos 30 dias, mas dependem do Governo Federal.
“A medida provisória 936 suspendeu os contratos de trabalho e também houve a diminuição do horário de trabalho. Essa medida venceu em 2 de junho, o governo deve reeditar. Essa medida trouxe estabilidade por 60 dias dos trabalhos”, explicou.
As empresas também contam com redução de dívidas e custos por parte das montadoras, o que amenizou os gastos durante a pandemia. Sobre os trabalhadores, Otaciano reforça que outros serviços seguem sendo realizados.
“São mecânicos e profissionais de vendas qualificados. Deve haver a volta em junho, julho e agosto e para trabalhar de forma integral com 8 horas só a partir de setembro. Essa redução de quadro não deve reduzir se o governo federal reeditar a MP”, completou.
Otaciano Pereira Júnior, diretor regional da Fenabrave no Amapá
Divulgação
Em relação ao comércio, a categoria crê que o comércio deve seguir na modalidade digital mesmo após o período de restrição dos serviços. A praticidade pode fidelizar os clientes.
“Trabalhamos nas plataformas: o test drive on-line com bastante vídeos para o consumidor. As plataformas foram muito eficazes nesse período, tivemos redes sociais, os sites das concessionárias, que se modernizaram bastante. Os contratos são assinados de forma digital. Tudo isso estava preparado para acontecer em até 5 anos, mas com a pandemia foram adiantadas”, reiterou.
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By Negócio em Alta