‘Vão pedir de joelhos’, diz secretário de saúde ao comentar críticas a hospitais de campanha


Edgar Tollini respondia a questionamento sobre os gastos com a pandemia durante audiência na Assembleia Legislativa. Ele informou ainda que projeções indicam que o estado pode ter 1,5 mil casos em junho. Secretário da Saúde do Tocantins faz previsão de mais casos da Covid-19 para junho
O Secretário de Saúde do Tocantins, Edgar Tolini, disse a deputados estaduais nesta terça-feira (5) que críticos da construção de hospitais de campanha para o combate ao novo coronavírus no estado vão pedir ‘de joelhos’ pelas estruturas. Ele respondia a perguntas dos parlamentares durante uma audiência na Assembleia Legislativa para falar sobre a pandemia.
“Ele vão pedir hospital de campanha de joelhos. Eu to falando pro senhor porque antes de eu fazer já me questionaram para saber quanto que ia gastar. E eu falo uma coisa para o senhor: prepare-se. Vamos gastar e nos preparar para gastar sem usar. Mas não vai ficar como está Araguaína”, disse ele.
A montagem dos hospitais do tipo nas três maiores cidades do Tocantins está estimada em R$ 4,7 milhões. Ele também falou da falta de leitos de UTI para pacientes infectados. Em Araguaína, Tolini reconheceu que faltam leitos na rede pública e disse que foram habilitados 10 leitos da rede particular para serem usados pelo estado. O mesmo procedimento será adotado, segundo ele, em Gurupi.
A audiência durou cerca de uma hora. O secretário divulgou ainda uma previsão de que, se a curva de contaminação se manter no patamar atual, o estado vai chegar a 1,5 mil casos da doença em junho.
Secretário de saúde do Tocantins fala de aumento de casos no Estado
Reprodução/ TV Anhanguera
Sobre os ventiladores para pacientes com doenças respiratórias, ele disse que aguarda uma remessa do Ministério da Saúde, mas que no momento a prioridade é para estados em situação mais crítica. Ele informou ainda que pretende adquirir 130 mil testes rápidos para Covid-19.
Durante a audiência, o secretário de saúde confirmou que 21 profissionais da área testaram positivo para o novo coronavírus, mas negou que haja falta de equipamentos de proteção individual nas unidades hospitalares. “Se estivesse faltando EPI eu estaria com 20% aí, eu estaria com 60 profissionais da saúde infectados. Não é essa a realidade. O que eles querem é EPI para todas as pessoas que estão em ambiente hospitalar e não é isso que o Ministério da Saúde tem prerrogado [SIC]”.
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By Negócio em Alta