O índice de isolamento social em São Paulo voltou a cair, mesmo com os bloqueios de avenidas, para tentar diminuir a circulação de pessoas e que acabaram prejudicando profissionais de saúde. São Paulo volta a registrar engarrafamentos no segundo dia de bloqueio de ruas
O índice de isolamento social em São Paulo voltou a cair, mesmo com os bloqueios de avenidas. O objetivo da medida foi diminuir a circulação de pessoas, mas as ruas fechadas acabaram prejudicando profissionais de saúde.
Nesta terça (5), São Paulo voltou a registrar engarrafamentos. O motivo, pelo segundo dia, foram os bloqueios no trânsito. As interdições foram mais longas e atingiram mais ruas.
No meio de uma fila na Zona Leste, ponto de maior lentidão, estava a Nilza Carvalho, que é técnica de enfermagem. “Eu entrei na radial eram 6h05. Estou agora 9h. Meu horário é às 7h. Impressionante”, contou.
A médica Marcela Prado Gonçalves Ferreira diz que apresentou o documento profissional aos fiscais para poder passar. “E eles falaram que não tinham nenhuma informação de que eu poderia passar por esse bloqueio. E aí eu não consegui, não fui autorizada”, disse.
A prefeitura disse que vai corrigir os problemas. “Aquelas pessoas, que dentro do decreto, prestam serviços essenciais de saúde à população estarão liberadas para isso”, afirmou Edson Caram, secretário municipal de Mobilidade e Transportes.
O índice de isolamento social em São Paulo tem ficado, principalmente nos dias de semana, abaixo de 50%, que é o mínimo esperado pelas autoridades de saúde. O dado mais recente do sistema de monitoramento, desta segunda, confirma isso: o isolamento ficou em 48% na capital paulista e em 47% no estado.
Uma imagem de pessoas aglomeradas foi registrada nesta terça em um dos principais pontos de comércio do centro da capital paulista. A prefeitura informou que multou e interditou quatro lojas que estavam abertas.
O estado de São Paulo já registra mais de 34 mil casos de Covid-19 e 2.851 mortes. Entre elas, a do segundo bebê, com apenas um ano. A ocupação de leitos de UTI na Grande São Paulo é de quase 87%.
“Eu reitero a gravidade do momento onde nós estamos vendo seguidamente a diminuição do isolamento. A população precisa estar convencida que essa é a única forma de nós darmos conta da assistência aos pacientes do estado de São Paulo. Nós teremos problemas sérios de assistência em um espaço não superior a um mês”, afirmou o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, David Uip.
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