Santarém mantém saldo positivo na geração de emprego formal com comércio liderando contratações


Dados são referentes ao mês de agosto informados pelo Caged. De março a junho o município mais demitiu do que contratou, mas em julho cenário já apresentou mudanças. Pelo segundo mês consecutivo durante a pandemia da Covid-19 Santarém, no oeste do Pará, apresentou saldo positivo na geração de emprego formal (carteira assinada), sendo o comércio o responsável pelo maior índice de contratação. A informação é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia.
De acordo com o Caged, depois de julho apresentar saldo de 365 vagas preenchidas no mercado de trabalho – número atualizado pelo Governo Federal após divulgação dos primeiros números que apontaram saldo de 249 vagas -, o mês de agosto teve total de 286 contratadas em carteira assinada. Esses números são as diferenças entre as contratações e demissões do mês.
Após 4 meses de demissões no trabalho formal, Santarém volta a ter saldo positivo na geração de emprego
Com estoque de 32.515 pessoas atuando na “Pérola do Tapajós” com carteira assinada, no mês de agosto foi registrado: 911 admissões e 625 desligamentos. No ano, esse foi o segundo melhor mês na geração de emprego. O mês de julho fica no primeiro lugar com saldo de 365 vagas e em terceiro é o mês de fevereiro (192).
Mês a mês
Apesar da melhora no desempenho nos último dois meses, no acumulado do ano, Santarém ainda tem saldo negativo de 206 vagas, segundo o Ministério da Economia. Entre janeiro e agosto a cidade registrou 5.687 admissões e 5.893 desligamentos.
A alta do desemprego em várias cidades brasileiras é um dos reflexos do avanço da pandemia de Covid-19, decretada em março pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Conforme dados do Caged, Santarém iniciou o ano com saldo positivo de 175 vagas abertas em janeiro. Fevereiro manteve o ritmo de crescimento, e o município registrou saldo positivo de 192.
Já nos meses de março, abril, maio e junho o cenário, provocado pela pandemia da Covid-19, mudou drasticamente. Respectivamente foram registrados saldos negativos: -169, -596, – 271 e -188.
O desempenho ruim foi causado pela pandemia do novo coronavírus, quando o Município teve que adotar restrições nas atividades econômicas, que exigiram o fechamento de grande parte do comércio e em outras atividades.
Em julho o panorama econômico começou a melhorar, devido as flexibilizações adotadas para reaquecimento da economia municipal. Julho e agosto fecharam com saldo positivo de 365 e 286 vagas criadas.
Santarém por setores
Enquanto em julho o setor que mais contratou foi a agropecuária, agosto teve fortalecimento provocado pelo comércio. Entretanto, assim como mais contratou foi o setor que mais demitiu.
Geração de emprego formal – setor
Apenas o setor de construção apresentou queda no índice de geração de emprego e fechou o mês de agosto com saldo negativo de -25 vagas criadas.
Brasil
O Brasil criou 249.388 vagas formais de emprego no melhor agosto em 10 anos. No mês foram contratados 1.239.478 trabalhadores formais, e demitidos 990.090.
Esse foi o segundo mês consecutivo de geração de empregos formais. No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, porém, as demissões superaram as contratações, e o país registra o fechamento de 849.387 vagas de emprego formais.
As demissões refletem o impacto da pandemia do novo coronavírus no mercado de trabalho brasileiro, que empurrou a economia mundial para uma forte recessão.

By Negócio em Alta